Paulo Bento só tem uma opção: ser mais esperto que os "Olsen's 11"

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Nos últimos três jogos com a Dinamarca, Portugal perdeu dois e empatou um José Manuel Ribeiro/Reuters

O novo seleccionador português de futebol estreia-se esta sexta-feira no Estádio do Dragão com um sentido de urgência que em algum ponto costuma atravessar a carreira dos seleccionadores nacionais, mas normalmente não tão cedo. É preciso ganhar já. À Dinamarca, que ainda por cima não é, por exemplo, nenhum Chipre.

A primeira vez do antigo treinador do Sporting não poderia acontecer contra uma selecção com mais estabilidade no banco. Morten Olsen, com mais de 100 jogos tanto como jogador e treinador da Dinamarca, é há uma década o comandante de uma nação que protagoniza uma pequena rivalidade com Portugal nos últimos anos. Depois de seis vitórias nos seis primeiros jogos, entre 1966 e 1995, a selecção das quinas perdeu o jeito de bater os dinamarqueses, que somaram dois triunfos e um empate nos três últimos confrontos. A última vez que Portugal ganhou aconteceu em Março de 2000... quatro meses antes de Olsen assumir o cargo.

Portanto, para melhorar drasticamente a sua posição (penúltimo do Grupo H, a cinco pontos da Noruega) numa qualificação mais curta do que o habitual, é obrigatório fazer algo inédito: derrotar os Olsen"s 11 (os 11 de Olsen, uma das alcunhas da actual Dinamarca). Um bom desafio inicial para Paulo Bento.

No meio-campo nórdico devem ser titulares Christian Poulsen e Daniel Jensen, os responsáveis pela reviravolta da Dinamarca (3-2) nos últimos instantes do jogo, em Lisboa, de qualificação para o Mundial 2010. Mas há vários elementos que não podem defender a sua selecção. O central Daniel Agger (Liverpool) e o avançado Nicklas Bendtner (Arsenal) estão lesionados, enquanto o médio-ofensivo, Thomas Kahlenberg (Wolfsburgo), autor do golo da vitória na Islândia, está a acompanhar os últimos momentos da gravidez da esposa. O veterano Tomasson já não conta para esta história.

As ausências portuguesas já são conhecidas e Bento pode contar com Cristiano Ronaldo, um jogador que não tem significado golos para a selecção no passado mais recente. "Não se podem comparar os contextos e a forma de jogar no clube ou na selecção. Não tenho dúvidas que já demonstrou a qualidade na selecção nacional e continuará a demonstrar", explicou o seleccionador.