Contestação

“Sporting, Acorda” é uma das tarjas à porta da AG leonina

Há contestação em Alvalade e a polícia está presente para prevenir
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Há contestação em Alvalade e a polícia está presente para prevenir Foto: Miguel Madeira (arquivo)

A assembleia geral leonina começou esta tarde com uma manifestação à porta de cerca de meia centena de adeptos, muito críticos em relação à direcção de José Eduardo Bettencourt.

Já iniciou a AG da SAD do Sporting marcada para esta tarde no auditório do Estádio José Alvalade. Lá dentro já estão o presidente José Eduardo Bettencourt, o ex-líder do clube Soares Franco e Nobre Guedes, vice-presidente sportinguista responsável pela área financeira, entre outros.

À beira do recinto, e com alguns agentes da PSP, estão cerca de cinco dezenas de adeptos do Sporting contestatários à direcção dirigida por Bettencourt. Com cânticos e exibindo tarjas como “15 anos de infâmia, 15 meses de vergonha” ou “Não enganam mais os sócios” e “Sporting, Acorda”, estão à porta de entrada a receber os intervenientes. Os manifestantes foram convocados via SMS e através dos vários canais da Internet pelo movimento denominado “Salvar Sporting”.

Na AG desta tarde vão ser discutidos, entre outros pontos, a proposta de remuneração dos titulares de órgãos sociais da sociedade e o plano de reestruturação financeira.

Os manifestantes, mais tarde, mudaram de sítio e passaram para mais perto da sala onde decorre a AG, começando a cantar e a fazer mais barulho para serem ouvidos. A cantar "Auditoria eu quero já/Porque têm algo a perder/São 15 anos de má gestão/Vão todos para a prisão".

Frederico Abreu, sócio 40066 do Sporting, diz que os manifestantes "reclamam uma direcção que coloque o clube num rumo vencedor". "Neste momento está num descalabro desportivo e financeiro total. Um rumo anárquico e sem sentido", enfatiza. E reclama: "Queremos eleições antecipadas".

A Maria Rodrigues, associada 54257. diz que é "triste ver o clube e acabar". "Nós não somos uma minoria arruaceira, deixem-nos manifestar. Percebo que não haja dinheiro, mas eu pago as quotas e as gameboxes dos meus filhos, marido e a minha".

Notícia actualizada às 19h15
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