David López vence nona etapa da "Vuelta"

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López: "Não estou habituado a isto, nunca tive sorte" Felix Ordonez/Reuters

López cumpriu os 187 quilómetros do percurso em 05h20m50s, menos sete minutos que o grupo de Antón.

Antes do dia do primeiro dia de descanso da Vuelta, 14 ciclistas escaparam ao pelotão, aos 35 quilómetros, numa jornada com sete subidas, quatro de segunda e três de terceira categoria e com um final apetecível para investidas dos favoritos.

Entre os fugitivos estava o francês David Moncoutié (Cofidis), vencedor da etapa de sábado, o checo Roman Kreuziger (Liquigas) e os espanhóis David López (Caisse d'Epargne), Óscar Pujol (Cervelo), Gonzalo Rabuñal (Xacobeo Galicia), Carlos Barredo (Quick Step) e Egoi Martínez (Euskaltel Euskadi).

O grupo chegou a dispor de 04m50s de vantagem, à passagem pela subida ao Coll de Rates (68 quilómetros), e Barredo, primeiro, e o francês Jean-Christophe Péraud, que trepou do 37.º para o quinto lugar, chegaram a vestir “virtualmente” à liderança, durante a etapa.

A 14 quilómetros da meta, já sem alguns corredores, como Barredo, que acabou por descolar do grupo, David López aproveitou e atacou, levando Moncoutié na roda, enquanto Kreuziguer, segundo na etapa a seis segundos, e o italiano Giampaolo Caruso (Katusha), terceiro a 13, responderam pouco depois.

Após conquistar a sua segunda vitória em oito anos como profissional, López, que classificou de “incrível” e “merecida” para a sua equipa, disse estranhar a agitação: “Ainda não assimilei, porque não estou habituado a isto. Nunca tive sorte, mas alguma vez ela tinha de me tocar a mim”.

Na classificação geral, Antón, 16.º na etapa, manteve um segundo de diferença sobre o compatriota Joaquin Rodriguez (Katusha) e dois para o italiano Vincenzo Nibali (Liquigas).

O “sprinter” português Manuel Cardoso (Footon-Servetto) terminou a tirada na 114.ª posição, a 19,32s de López, caindo um lugar na geral, para o 130.º posto, a 1h12m14s horas de Antón.