Algarvios indignados com cartaz promocional da Guimarães 2012

Cartaz com praia vazia que desagradou à associação de hoteleiros
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Cartaz com praia vazia que desagradou à associação de hoteleiros

Hoteleiros entendem que painel com uma praia vazia fere os interesses da região e exigem que seja imediatamente retirado

Uma foto de uma praia deserta na costa do Algarve e o slogan "Guimarães: É onde tudo acontece" são os ingredientes de uma polémica que opõe operadores turísticos algarvios e a Fundação Cidade de Guimarães (FCG), entidade que gere a Capital da Cultura de 2012. O Turismo do Algarve considera "de mau gosto" a campanha de promoção do evento e a associação de hoteleiros pondera exigir indemnizações pela imagem negativa da região que consideram estar a ser veiculada.

A campanha foi lançada no início deste mês, pretendendo dar a conhecer o logótipo escolhido para o evento que Guimarães acolherá dentro de dois anos. Entre os outdoors espalhados pelo país, encontravam-se imagens de uma praia e um estádio de futebol vazios. O cartaz com a praia sem gente indica que a mesma se situa no Algarve, o que desagradou aos operadores turísticos da região.

"A campanha é uma ofensa e um insulto", entende Elidérico Viegas, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), exigindo que todos os cartazes com esta imagem sejam imediatamente retirados. "Esta campanha feriu os interesses e sensibilidades das pessoas da região", assegura Viegas, exigindo um pedido de desculpas aos algarvios.

"Não é a primeira vez que é feita uma campanha deste tipo, com o objectivo de a polémica motivada servir para promover os autores da campanha", acusa o dirigente da associação dos hoteleiros, garantindo que os cartazes da Guimarães 2012 estão a ter um impacto económico negativo no sector. "O Algarve não só não se opõe como apoia a promoção e divulgação da Guimarães 2012 junto dos milhões de turistas que anualmente nos visitam, mas não pode aceitar que isso seja feito à custa e contra a imagem da principal região turística portuguesa, através de publicidade enganosa e paga com dinheiros públicos", critica o presidente da AHETA, antecipando que a associação pode mesmo vir a exigir indemnizações da FCG e do Turismo de Portugal, que financiou a campanha publicitária.

Esta não é a primeira vez que a campanha promocional da Capital da Cultura de 2012 é criticada. Na semana passada, o presidente da entidade regional de Turismo do Algarve, Nuno Aires, tinha considerado os cartazes "de mau gosto", pedindo também a sua subsituação.

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