Câmara de Matosinhos é das que mais aproveitam recursos do IHRU a nível nacional

Autarquia assinou ontem um protocolo com este instituto para a construção de 70 novas habitações

A Câmara de Matosinhos é uma das que mais recorrem aos recursos financeiros disponibilizados pelo Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), a nível nacional, tanto na recuperação de habitação degradada como na construção de novos fogos. "A Câmara de Matosinhos é um grande utilizador dos recursos que o Estado coloca ao serviço dos munícipes", afirmou ontem Mendes Baptista, durante o seu primeiro acto público como presidente do IHRU: a assinatura de um protocolo entre o instituto e a Câmara de Matosinhos para a construção de 70 novos fogos.

Para além deste aspecto, mais significativa em termos quantitativos é a recuperação de habitações que, segundo dados da autarquia, abrange nesta altura um total de 1667 fogos. "A reabilitação começa a superar a construção e é preciso privilegiar soluções de reabilitação em detrimento da construção nova", defendeu também Mendes Baptista.

As sete dezenas de fogos que constam do referido protocolo irão nascer nos conjuntos habitacionais Estádio do Mar III (11), Estádio do Mar II (12), São Gens II (12) e Real de Cima (35). Trata-se de um investimento total de 3,3 milhões de euros. Deste montante, 20 por cento, 660 mil euros, terão de ser suportados pela autarquia. "Felizmente que a Câmara de Matosinhos tem capacidade para fazer valer a sua situação financeira junto da banca", comentou, a propósito, o presidente do município, Guilherme Pinto, numa alusão indirecta às críticas que o recurso a empréstimos bancários por parte da autarquia tem suscitado, nomeadamente os proferidos pelos vereadores da Associação Narciso Miranda Matosinhos Sempre, que têm insistido na necessidade de proceder a uma avaliação externa das contas camarárias.

Para além dos 70 novos fogos, a Câmara de Matosinhos prevê ainda lançar a concurso, no decurso deste ano, a construção de mais 78 habitações nos conjuntos habitacionais de São Gens III e Bairro dos Pescadores. Somando a construção nova com a reabilitação de boa parte do parque habitacional existente (nomeadamente, habitações com mais de 20 anos que, entre outros aspectos, apresentam problemas de humidade), Guilherme Pinto falou de "uma revolução completa ao nível da habitação em Matosinhos, dentro de três anos".