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O regresso dos aristocratas de vanguarda

O regresso dos Roxy Music com quatro históricos na formação
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O regresso dos Roxy Music com quatro históricos na formação

Um revisitar de carreira com quatro históricos: Brian Ferry, Phil Manzanera, Andy MacKay e Paul Thompson

Os Roxy Music atravessaram a década de 1970 antecipando tendências. Quando nasceram, o glam estava a um par de anos de distância, mas a extravagância de Ferry e Eno, de Manzanera e Paul Thompson mostraram que um mundo pop dominado por Marc Bolan e David Bowie estava ao virar da esquina. Mais tarde, quando se reuniram em 1978 após dois anos de ausência, Brian Ferry assumiu definitivamente a pose de playboy de classe alta e a músico seguiu-o: o vanguardismo prog e o jogo de artifícios ficavam definitivamente para trás, em favor de um sofisticado romantismo de crooner.

Agora, duas décadas depois de novo fim da banda (após a digressão de "Avalon", o último álbum, editado em 1982), e nove anos depois de se terem reunido uma vez mais, os Roxy Music fazem aquilo que se espera. Revisitam a carreira e cedem espaço ao protagonismo de cada um dos históricos ainda presentes, Brian Ferry, o guitarrista Phil Manzanera, o baterista Paul Thompson e o saxofonista Andy MacKay.

Esperam-se solos de Manzanera e de MacKay e a sedução de aristocrata de Ferry. Esperam-se, a julgar pelo concerto que a banda deu no início de Julho no Festival de Montreux, onde os membros originais foram acompanhados em palco por oito músicos, canções históricas como "Re-make/Re-model", "Love is the drug", "Do the strand", "Ladytron" ou a versão de "Jeaulous guy" que os Roxy Music gravaram em 1981.

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