A culpa foi do motorista

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Carro seguia a mais de 130Km/h

Oito meses depois do acidente, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, que envolveu duas viaturas do Estado e do qual resultaram ferimentos graves no secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, o Ministério Público encerrou o inquérito, concluindo que o único responsável pelo mesmo foi o motorista do veículo onde seguia o juiz Mário Mendes.

A investigação determinou que o motorista, militar da GNR, seguindo "em marcha de urgência, violou grosseiramente regras de circulação estradal, ignorando designadamente a obrigação de parar no sinal vermelho, pondo assim em perigo terceiros" e acusa-o pelo crime de condução perigosa de veículo.

Não é acusado dos crimes de ofensa à integridade física negligente porque as vítimas (os restantes feridos no acidente) não apresentaram queixa, mas o facto de ter sido apenas responsabilizado o condutor já motivou reacções por parte da Associação de Cidadãos Auto-mobilizados (ACA-m) e da Associação dos Profissionais da Guarda (APG) da GNR, as quais manifestaram o seu desagrado pelo facto de em situações como esta acabarem por ser desresponsabilizadas as pessoas que, alegadamente, transmitem ordens aos motoristas.

O carro onde seguia Mário Mendes colidiu, quando seguia a mais de 130 quilómetros/hora a caminho da cerimónia de posse dos novos governadores civis.

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