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U. Leiria muda para Torres Novas

“Não queremos pagar para jogar no estádio de Leiria”, salientou João Bartolomeu
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“Não queremos pagar para jogar no estádio de Leiria”, salientou João Bartolomeu Foto: Nuno Ferreira Santos

A equipa profissional da União de Leiria, nona classificada da Liga em 2009-10, vai mudar toda a sua estrutura para Torres Novas, onde irá disputar todos os jogos.

Com o argumento de não poder “suportar os 250 mil euros” que a União de Leiria paga anualmente à Leirisport, empresa municipal leiriense que gere o estádio Dr. Magalhães Pessoa, o presidente da SAD leiriense, João Bartolomeu, anunciou a mudança para Torres Novas, onde a autarquia local disponibiliza o estádio gratuitamente.

“Não queremos que nos paguem nada, mas também não queremos pagar para jogar no estádio de Leiria”, salientou João Bartolomeu, lamentando ter de tomar esta posição. “É com bastante mágoa que vamos para Torres Novas. Adiámos esta decisão por duas vezes, mas não podíamos continuar a suportar os custos com o estádio de Leiria. Chegámos a acordo com a Câmara de Torres Novas e vamos mudar tudo para lá”, garantiu.

João Bartolomeu pediu desculpas aos adeptos e leirienses e revelou que vai “disponibilizar um autocarro aos sócios para assistirem aos jogos da equipa”, em Torres Novas.

O presidente lamentou ainda que a Leirisport trate de maneira distinta as diversas entidades desportivas do concelho. “Cede o estádio para o atletismo, quer de dia ou de noite, sem qualquer encargo, mas cobra à equipa de futebol se treinar e 2.500 euros de electricidade por cada jogo que façamos à noite”, exemplificou.

Além dos gastos com o estádio, João Bartolomeu apontou ainda o dinheiro que a União de Leiria despende para a equipa treinar noutros campos. “Só em aluguer de relvados, a SAD teve de desembolsar na última época 34.500 euros.”

“A União de Leiria orgulha-se de ser cumpridora das suas obrigações para com o Estado, funcionários e fornecedores. E para continuar a sê-lo não pode suportar os custos e perdas da relação com a Leirisport. Antes de sermos despejados por falta de pagamento, saímos”, acrescentou o presidente da SAD.