Domingos: "Alguma coisa está para acontecer"

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Domingos ainda acredita na conquista do título Nacho Doce/Reuters (arquivo)

“É possível ser campeão. O Benfica tem a equipa mais forte dos últimos 30 anos, tem mais de 100 golos marcados e se ainda não é campeão à entrada para a última jornada é porque alguma coisa está para acontecer, algo está reservado para nós”, afirmou Domingos Paciência.

O treinador, que fazia a antevisão do jogo com o Nacional, domingo, na Madeira, defendeu que Braga e Benfica “foram duas grande equipas que merecem estar a viver” este momento e, se não admite dividir o prémio de melhor treinador com Jorge Jesus, “o de campeão nacional, sim”.

Domingos considerou ainda que o jogo com o Vitória, em Guimarães, foi o ponto diferenciador neste campeonato.

“Nós perdemos no ‘Dragão’ e o Benfica também, perdemos na Luz e o Benfica perdeu em Braga. A única diferença é o jogo em Guimarães: o Benfica ganhou no último minuto de um livre lateral que não existiu e nós perdemos”.

O técnico da equipa minhota considerou ainda o benfiquista Di María o melhor jogador da temporada, elogio misturado com críticas implícitas ao comportamento do argentino aquando da recepção ao Benfica de que resultaram os castigos de Vandinho e Mossoró.

“Pela qualidade que tem, pelos desequilíbrios, pela quantidade de jogo que conseguiu criar, foi o melhor, mas isso foi a partir do jogo de Braga, porque foi aí que tudo começou... “, deixou.

Considerando que os jogadores bracarenses são “uns grandes campeões independentemente do que possa acontecer”, Domingos elegeu como “mancha” do trajecto da equipa no campeonato a pesada derrota com o FC Porto (5-1), “no Dragão”.

“Perder custa e por cinco ainda mais. Foram erros a mais, imperdoáveis e que não podem acontecer, mas na altura disse que aquela derrota serviria como base até ao final e a verdade é que chegamos à última jornada na posição de lutar pelo título”, frisou.

Em jeito de conclusão, Domingos Paciência disse que a “a grande experiência” que retira desta época “é que, se calhar, a crença é mais forte do que a qualidade individual. O espírito de sacrifício, o profissionalismo, foi isso que jogo a jogo levou a equipa a ser capaz de ser mais forte”.

Sobre o castigo de três meses de Vandinho, que regressa agora para a deslocação à Madeira, Domingos reiterou que a ausência do brasileiro “abanou com toda a estrutura”.

“A forma de jogar da equipa mudou completamente, o Hugo Viana estava muito entrosado com ele, mas depois conseguimos suprimir a ausência do Vandinho”, disse.

Sobre o jogo com o Nacional, avisou que será “difícil” e que, em 11 anos, o Sporting de Braga ganhou apenas uma vez na casa dos insulares.

“Queremos marcar nos primeiros minutos e assegurar a vitória desde cedo e depois ver o que acontece na Luz, sabendo que sem a nossa vitória nada é possível, mas que se marcarmos cedo, cada ataque do Rio Ave vai pôr os corações a bater mais rápido”, disse.