Liga dos Campeões

Até depois do jogo com o Arsenal, a bola foi de Messi

Lionel Messi: o palco é dele
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Lionel Messi: o palco é dele Foto: Albert Gea/Reuters

No final do jogo, Leonel Messi pediu para ficar com a bola do jogo. Ou uma delas, aquela que estava em campo antes do último apito do árbitro. Depois, o argentino não a largou mais. Foi uma metáfora daquilo que se passou no jogo: a bola foi sempre dele e os golos (quatro) também. Quem sofreu foi o Arsenal, que saiu derrotado (e eliminado) de Camp Nou por 4-1.

Depois de um primeiro jogo, em Londres, em que escaparam a uma goleada, os gunners chegaram a Barcelona com vida e um empate (2-2) com sabor a injustiça para o futebol praticado pelo Barcelona. Mas ontem Messi fez questão de repor a justiça em falta no jogo da primeira mão.

Bendtner e o Arsenal até marcaram primeiro. Mas depois do golo do avançado dinamarquês, aos 18 minutos, o argentino respondeu passado três minutos — e só parou três golos e 67 minutos depois (marcou aos 21’, 37’, 42’ e 88’). Soma 39 golos em 45 jogos: oito são na Champions e é já o melhor marcador da prova, ultrapassando Cristiano Ronaldo (tem sete, mas o Real Madrid já está eliminado).

O mito de Messi vai crescendo a cada jogo. E é nesta condição de ídolo incontestado que o argentino vai entrar no próximo sábado no Santiago Bernabéu para o clássico com o Real Madrid, na Liga espanhola.

Há uma semana, o trabalho de Pep Guardiola ficou incompleto no Estádio Emirates. O último quarto de hora do Arsenal serviu para os ingleses marcarem dois golos, empatarem a partida e saírem a cantar God Save the Queen, depois de um monólogo de futebol durante um hora do “Barça”. O técnico catalão saiu crente e disse que não esperava ter 11 ocasiões de golo nos primeiros 15 minutos do jogo de volta em Camp Nou. Nem dispor de 22 remates à baliza de Almunia.

Mas se, em Londres, Messi andou escondido, ontem andou à solta. O Barcelona teve mais posse de bola (62-38 em percentagem) e nos oito remates à baliza marcou metade das vezes. No final, o estádio tocou o hino oficial Cant del Barça e festejou a quarta presença nas meias-finais da Champions nos últimos cinco anos. E entregou a bola a Messi.

Estava selada a passagem do Barcelona, campeão europeu, às meias-finais da Liga dos Campeões. O adversário dos “blaugrana” será o Inter de Milão treinador por José Mourinho, que foi à Rússia afastar o CSKA de Moscovo.

Messi é o sexto jogador a assinar um póquer num jogo da Champions e copiou Marco van Basten, Simone Inzaghi, Dado Prso, Ruud van Nistelrooy e Andriy Shevchenko como máximo goleador num só jogo da prova
Veja os melhores momentos do jogo em Camp NouNotícia actualizada às 23h11