Arquitectura

Prémio Pritzker entregue a Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa

O júri elogia o uso que Sejima e Nishizawa fazem da luz e das transparências nos edifícios que desenharam um pouco por todo o mundo
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O júri elogia o uso que Sejima e Nishizawa fazem da luz e das transparências nos edifícios que desenharam um pouco por todo o mundo Denis Balibouse/Reuters
O novo centro educativo construído no Instituto de Tecnologia Federal suíço em Lausanne da autoria de Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa
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O novo centro educativo construído no Instituto de Tecnologia Federal suíço em Lausanne da autoria de Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa Denis Balibouse/Reuters
O novo centro educativo construído no Instituto de Tecnologia Federal suíço em Lausanne da autoria de Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa
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O novo centro educativo construído no Instituto de Tecnologia Federal suíço em Lausanne da autoria de Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa Denis Balibouse/Reuters
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O novo centro educativo construído no Instituto de Tecnologia Federal suíço em Lausanne da autoria de Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa Denis Balibouse/Reuters

O Prémio Pritzker, o mais conceituado galardão de arquitectura do mundo, foi atribuído aos arquitectos japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa. O júri elogia o uso que Sejima e Nishizawa fazem da luz e das transparências nos edifícios que desenharam um pouco por todo o mundo - do Japão à Holanda, passando pela Alemanha, Inglaterra, Espanha ou França. São os autores do edifício do New Museum de Nova Iorque (2007) e estão a desenvolver o projecto para o pólo multifuncional Serralves 21, que deverá albergar as reservas da Fundação de Serralves.

A dupla de arquitectos pertence à firma SANAA e representa a quarta vez que profissionais japoneses recebem o Pritzker - os três primeiros foram Kenzo Tange (1987), Fumihiko Maki (1993) e Tadao Ando (1995). O vencedor de 2009 foi o suíço Peter Zumthor e o prémio distinguiu recentemente Zaha Hadid (2004) ou Jean Nouvel (2008). O português Álvaro Siza Vieira foi galardoado com o Pritzker em 1992.

O júri, que revelou hoje a sua escolha, elogia Sejima e Nishizawa pela "criação de edifícios que interagem de forma bem sucedida com os seus contextos e com as actividades que contêm, criando uma sensação de preenchimento e riqueza de experiências”. Outro adjectivos para se aplicarem ao seu trabalho: “delicado, poderoso, preciso, fluido e engenhoso”, lê-se na agência Reuters.

A directora executiva do Pritzker, Martha Thorne, acrescenta ainda que a arquitectura desta dupla “explora as ideias de leveza e transparência e força as fronteiras destes conceitos a ir até novos extremos”.

Sejima e Nishizawa são responsáveis pelo Pavilhão de Vidro do Museu de Arte de Toledo, Ohio (2006), pelo New Museum de Nova Iorque (2007), o O-Museum em Nagano (Japão) e o Museu do Século XXI de Arte Contemporânea em Kanazawa (também no Japão, 2004), o De Kunstline Theatre na Holanda (2007), a Escola Zollverein de Gestão e Design em Essen (Alemanha, 2006) e o edifício temporário no relvado do Pavilhão Serpentine, em Londres. Também desenharam o Rolex Learning Center, na Escola Politécnica Federal em Lausanne, Suíça (nas imagens) em 2009.

Em comunicado, Sejima disse estar honrada pela distinção, com vontade de inspirar novas gerações. "Tenho estado a explorar [a ideia de] como posso fazer arquitectura que transmita uma sensação de abertura, o que penso que é importante para uma nova geração de arquitectos",O prémio consiste num medalhão de bronze e em cem mil dólares. Este ano será entregue em Ellis Island, em Nova Iorque.

Pritzker em Serralves

Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa propuseram-se e ganharam o concurso internacional para a construção de Serralves 21, um projecto que deve estar pronto em 2012 (depois de uma primeira data a apontar 2010) e que fará crescer Museu de Arte Contemporânea de Serralves através de um pólo multifuncional a construir em Matosinhos, na zona industrial têxtil da Senhora da Hora.


Era necessário fazer crescer o espaço em consonância com o crescimento da colecção de Serralves e, por 25 milhões de euros, ganhar-se-á mais espaço para as reservas de Serralves, compostas por peças de diferentes origens, formatos e exigências de conservação. Para responder a estas necessidades, Sejima e Nishizawa propuseram construir uma estrutura em pavilhões, densa e compacta, em que os edifícios estarão ligados por um piso subterrâneo de 7500 metros quadrados. Aí ficarão as reservas do museu e as colecções privadas.

À superfície, os edifícios serão ligados por ruas pedonais e jardins interiores e terão uma recepção comum, galerias de exposição, um edifício multifuncional para actividades didácticas, áreas de comércio ligado à arte e fixação de indústrias criativas e para serviços administrativos.