Confrontos antes do jogo com Atlético de Madrid

“Leões” em risco de serem punidos pelos incidentes entre adeptos

Fora do estádio houve distúrbios, lá dentro houve festa
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Fora do estádio houve distúrbios, lá dentro houve festa Foto: Nacho Doce/Reuters

Interdição de campo, jogo à porta fechada e multa. É o que pode acontecer ao Sporting após a “batalha” entre adeptos que provocou dois feridos e uma detenção.

O Sporting corre o risco de vir a ser punido pelos confrontos entre as claques sportinguista e do Atlético de Madrid ocorridos, ontem, nas imediações do Estádio José Alvalade, antes do encontro da segunda mão dos oitavos-de-final da Liga Europa, que resultaram em dois feridos e um detido, todos adeptos da equipa espanhola. As medidas punitivas podem ser a interdição de campo, jogo à porta fechada ou uma multa, algo que será definido pela Comissão Disciplinar da UEFA depois de recolher todos os elementos.

Segundo os regulamentos da UEFA, os clubes e os responsáveis também devem evitar comportamentos provocadores por parte dos espectadores não só dentro do estádio, mas também nas suas imediações, provocações que podem incluir “níveis inaceitáveis de provocação verbal de espectadores em relação a jogadores ou adeptos adversários”. Neste sentido, o Sporting pode ser responsabilizado pelos incidentes e a penalização será definida em função da dimensão dos mesmos - a multa pode ser entre 100 e um milhão de euros. Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, afirmou, após o final do jogo, que “ninguém vai ficar impune”, reservando uma posição oficial da FPF para depois de ouvir o Sporting.

Os incidentes em questão começaram ontem ao início da tarde nas imediações do Estádio de Alvalade, com a chegada de dois autocarros da Frente Atlético com cerca de 100 adeptos, uma claque radical da equipa madridista, que pararam perto da sede da Juventude Leonina localizada por baixo das escadarias de acesso ao estádio junto ao interface do Campo Grande.

Seguiram-se os confrontos entre elementos das duas claques, filmados por câmaras de televisão, com o arremesso mútuo de pedras da calçada, que apanharam alguns transeuntes desprevenidos.

“Havia previsão que poderiam acontecer os incidentes. Mas a polícia não consegue estar em múltiplos lugares onde isto podia acontecer”, afirmou à TVI, durante a tarde, o subintendente Costa Ramos, da Polícia de Segurança Pública (PSP), que supervisionou no terreno as operações de segurança do Sporting-Atlético, reconhecendo que, assim que começaram os incidentes, o policiamento foi reforçado. Ainda segundo o subintendente da PSP, a situação ficou controlada pelos cerca de 400 agentes destacados para a segurança do encontro, referindo ainda que os adeptos do Atlético eram em menor número que os 2500 esperados.

Segundo o subintendente, foram revistados três autocarros que transportaram adeptos do Atlético, tendo sido apreendido material pirotécnico - os autocarros foram conduzidos a outros pontos da cidade até à hora do jogo.

Já em Madrid, no jogo da primeira mão, haviam ocorrido incidentes entre as claques dos dois clubes, e também já haviam ocorrido confrontos na passagem anterior do Atlético por Portugal. A 30 de Setembro do ano passado, adeptos “colchoneros” provocaram incidentes junto ao Estádio do Dragão, no Porto, onde a equipa espanhola defrontava o FC Porto, em jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões.