Cardozo deu o que Cardozo esteve quase a desperdiçar

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Cardozo foi o autor do golo da vitória do Benfica Duarte Sá/Reuters

Os “encarnados” entraram em campo a saber que o grande concorrente ao título, Sporting de Braga, tinha ganho em casa ao Rio Ave. Se queria recuperar a liderança, o Benfica tinha, por isso, de ganhar. Porém, nos primeiros 45’ na Choupana, a equipa de Jorge Jesus não foi capaz de desfazer a boa organização da defesa do Nacional. O meio-campo não esteve tão acutilante como habitual e foi sem surpresa que o jogo chegou ao intervalo sem golos.

Uma contrariedade para Jorge Jesus, a acrescentar à dor de cabeça de ter tido os tambores da claque do Nacional junto aos ouvidos durante todo o jogo.

O discurso do técnico ao intervalo desbloqueou a equipa, e os “encarnados” entraram na segunda parte decididos a arrumar o jogo. Mas então houve Bracalli: o guarda-redes do Nacional conseguiu, com várias defesas, manter o nulo no marcador.

Cardozo ainda se candidatou ao papel de anti-herói. Aos 63’, num lance que deixou dúvidas, Paulo Baptista assinalou grande penalidade a castigar um derrube a David Luiz. O avançado paraguaio falhou o penálti (pela quarta vez na Liga) mas redimiu-se logo a seguir quando, a passe de Ruben Amorim, só teve de empurrar para o 1-0.

A mini-Luz em que a Choupana esteve transformada entrou em erupção. Quim ainda teve que se aplicar para defender o cabeceamento de Cléber, mas o Benfica confirmou a conquista de três pontos importantes, tornando-se na segunda equipa a ganhar esta temporada no estádio do Nacional, depois do FC Porto. Uma vitória difícil e muito festejada por adeptos e equipa técnica dos “encarnados”, que na próxima jornada recebem o Sp. Braga com três pontos e vantagem sobre os minhotos. Apenas mais uma etapa do ciclo infernal do Benfica que segue esta semana, em França, com a segunda mão dos oitavos-de-final da Liga Europa, contra o Marselha, e domingo, com a final da Taça da Liga, frente ao FC Porto.

POSITIVO

Bracalli e Quim


O primeiro sofreu um golo (num lance, aliás, em que não tinha hipóteses de defesa) mas evitou males piores para o Nacional; o segundo protagonizou um par de intervenções que foram decisivas para o triunfo “encarnado”.


Público


As bancadas do Estádio da Madeira estiveram cheias pela primeira vez na história do recinto e o público ajudou a animar a partida. Os adeptos benfiquistas estiveram em maioria mas os do Nacional também se fizeram ouvir.


NEGATIVO

Primeira parte do Benfica


O cansaço e o reduzido tempo de recuperação de que o treinador Jorge Jesus se queixou antes do jogo explicam alguma coisa. Principalmente o fraco rendimento do meio-campo, onde as coisas não correram como de costume nos primeiros 45 minutos.


Ficha de jogo

Jogo no Estádio da Madeira, no Funchal.


Assistência 4.646 espectadores.


Nacional

Rafael Bracalli 7, Patacas 6, Felipe Lopes 6, Halliche 6, Nuno Pinto 6 (Diego - 58’, Amuneke 5, 76’), Cléber 6, Salino 6 (Pecnick 5, 68’), Luís Alberto 6, Thiago Gentil 6, João Aurélio 6 e Edgar Silva 6. Treinador Manuel Machado

Benfica

Quim 6, Ruben Amorim 6, Luisão 6, David Luiz 6, Fábio Coentrão 6, Javi Garcia 6, Ramirez 6, Aimar 6 (Maxi Pereira 6, 71), Di Maria 6 (Kardec -, 87’), Saviola 7 (César Peixoto -, 82) e Cardozo 6. Treinador Jorge Jesus

Árbitro

Paulo Baptista 5, de Portalegre.

Amarelos

Ramires (28’), Felipe Lopes (40’), João Aurélio (56’), Cléber (60’), Diego (62’), Aimar (70’) e David Luiz (90’).

Golos

0-1, por Cardozo, aos 64’.

notícia actualizada às 20h54