Liga Europa

A felicidade do Benfica não durou até ao apito final

Maxi Pereira apontou o único golo do Benfica
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Maxi Pereira apontou o único golo do Benfica Nacho Doce/Reuters

Será fundamental o melhor Benfica da temporada em Marselha, dentro de uma semana, para eliminar a equipa francesa e alcançar os quartos-de-final da Liga Europa. A primeira metade do confronto, em Lisboa, foi electrizante, mas os portugueses deixaram escapar uma vantagem mínima nos instantes finais. Agora é fundamental marcar no Vélodrome.

Terá sido o mais complicado adversário que a equipa de Jorge Jesus recebeu no Estádio da Luz. A controlar largos períodos do encontro, o Marselha procurou sempre alcançar um golo em Lisboa, que acabou por surgir no melhor momento do Benfica no encontro, a encerrar a partida. Quinze minutos antes, uma felicidade de Maxi Pereira e um brinde do guarda-redes Mandanda permitiram vantagem aos homens da casa, que a poderiam ter ampliado se Ramires não tivesse acertado na barra aos 86’. O que, diga-se, teria sido uma injustiça para os forasteiros.

Ao contrário das indicações que deixara de véspera, Jorge Jesus não poupou nenhum jogador, com vista à deslocação ao terreno do Nacional, para a prioritária Liga portuguesa, no domingo. A excepção foi Quim, que cedeu lugar a Júlio César na baliza, como é habitual nos jogos da Liga Europa. De resto, o próprio Aimar, que descansou nas últimas duas partidas, regressou à titularidade, para terror do treinador francês Didier Deschamps, que deixou a estratégia da sua equipa condicionada à presença em campo do mago argentino.

Uma estratégia que assentou, na primeira metade, no total condicionamento de Aimar (recorrendo à falta sem cerimónia), mas também de outros construtores do jogo “encarnado”, como Saviola e Javi García. Demonstrando ter estudado muito bem o adversário, o Marselha logrou controlar grande parte dos primeiros 45’ e a primeira metade dos segundos, emendando não só algumas das fragilidades, como a distância entre os sectores, mas maximizando os seus pontos fortes, nomeadamente os ataques rápidos e integrados.

O desejo de posse de bola do Benfica não chegava e eram evidentes as dificuldades em estabilizar o seu jogo. Para contrariar uma defesa francesa organizada e solidária, a equipa da Luz procurou surpreender com ataques rápidos, mas só conseguiu assustar no fim do primeiro tempo.

Antes, o Marselha criou as duas melhores oportunidades de golo, desperdiçadas por Lucho (16’) e Brandão (21’). A resposta dos “encarnados” surgiu por Di María, à passagem da meia-hora, mas foi Aimar a desperdiçar a melhor oportunidade da equipa da casa (41’) na primeira metade, que encerrou com mais um arrepio provocado por Lucho na baliza de Júlio César.

No reatamento, o Marselha voltou a assumir o controlo da partida, procurando monopolizar a posse de bola. E o golo voltou a rondar a baliza benfiquista, valendo Júlio César, que deteve a dois tempos uma cabeçada de Niang, solto na área. Sem controlar o meio-campo, Jesus trocou Carlos Martins por Aimar (65’) e a equipa lisboeta reagiu subindo no terreno. O golo surgiria num lance confuso na área (iniciado com um cruzamento de Di María), com Mandanda a soltar uma bola que já tinha agarrado e permitir o golo a Maxi.

Os perto de 47 mil adeptos do Benfica gritaram de alívio nas bancadas, mas a festa terminaria mal em cima do apito final, quando ben Arfa desviou de cabeça para a baliza. Pelo meio, uma tarja com as palavras “Obrigado Vata!!!” exibida na bancada superior foi discretamente removida.

Ficha de jogo

Benfica, 1


Marselha, 1


Jogo no Estádio da Luz, em Lisboa Assistência
46 635 espectadores.

Benfica

Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, César Peixoto (Fábio Coentrão, 77'), Javi Garcia, Ramires, Aimar (Carlos Martins, 65'), Di Maria, Saviola (Éder Luis, 87') e Cardozo.

Marselha

Mandada, Bonnart, Diawara, Mbia, Taiwo, Cissé, Lucho Gonzalez, Cheyrou, Abriel (Valbuena, 70'), Brandão e Niang (Bem Arfa, 75').

Árbitro

Félix Brych, da Alemanha.

Amarelos

Lucho (48'), Maxi Rodriguez (66') e Brandão (71').

Golos

1-0, por Maxi Pereira, aos 76'; 1-1, por Ben Arfa, aos 90'.

Notícia actualizada às 23h50