Copenhaga: negociador português fala em avanços no capítulo das tecnologias limpas e florestas

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Copenhaga ainda tem uma semana de negociações pela frente Tim Wimborne/Reuters

A primeira etapa da conferência, de 7 a 18 de Dezembro, foi dedicada a questões técnicas, de molde a preparar a base de trabalho para os ministros e chefes de Estado.

Segundo Nuno Lacasta, que integra uma equipa portuguesa de 15 peritos, os primeiros dias foram marcados por um “trabalho de formiguinha, mas muito importante para operacionalizar determinados aspectos”. Estes avanços permitirão que se comece a trabalhar a defesa do clima assim que a conferência terminar.

“Foi uma semana produtiva. Havia decisões de apoio ao acordo político que foram trabalhadas”, comentou ao PÚBLICO a partir de Copenhaga.

Entre os maiores avanços estão as questões relacionadas com as tecnologias limpas e a sua transferência para os países mais pobres. Nuno Lacasta adiantou, por exemplo, que está em discussão na conferência a ideia de criar centros regionais de colaboração em investigação e desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono, “na linha da frente neste combate”.

O responsável considerou que também se avançou no sector das florestas, que contribuem com 20 por cento das emissões mundiais de gases com efeito de estufa. O trabalho progrediu no sentido de “garantir que as florestas mantenham a capacidade de reter carbono e de evitar o seu abate”.

Com uma semana de negociações ainda pela frente, as partes em Copenhaga ainda têm posições quer permitem margem de manobra. “Existe flexibilidade de todas as partes”, considerou. “Todas terão de fazer concessões. E o facto de os líderes políticos virem a Copenhaga só mostra o empenhamento político ao mais alto nível”, lembrou.

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