PEV apresentou um projecto de resolução

"Os Verdes" esperam “nova atitude” do PS na suspensão da avaliação de professores

Heloísa Apolónia lembrou que o Governo reconheceu que não houve diálogo suficiente com os professores e que agora deve “corrigir” a sua posição
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Heloísa Apolónia lembrou que o Governo reconheceu que não houve diálogo suficiente com os professores e que agora deve “corrigir” a sua posição Carlos Lopes

O Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) defendeu hoje, no Parlamento, a suspensão do modelo de avaliação de professores do ensino público não superior, adiantando que nesta legislatura espera “uma nova atitude do PS” na votação deste diploma.

Falando numa conferência de imprensa onde apresentou um projecto de resolução para recomendar ao Governo a suspensão do modelo de avaliação, a deputada do PEV Heloísa Apolónia sustentou que “durante a campanha eleitoral” José Sócrates reconheceu que este foi “um dos erros cometidos na passada legislatura” e que, por isso, o PS deve “corrigir” a sua posição.

“O secretário-geral do PS, que será nosso primeiro-ministro, reconheceu que não houve diálogo suficiente, que o processo não foi conduzido da melhor forma e por isso a Assembleia da República tem a obrigação de corrigir este processo com a sua suspensão”, afirmou a deputada ecologista.

Questionada sobre que atitude espera da bancada socialista, Apolónia advogou que “se o secretário-geral do PS reconheceu um erro”, não vê “como o PS vai lutar pela manutenção desse erro”.

“O PS está numa posição claramente diferente, esperamos uma atitude muito diferente”, acrescentou, referindo que mesmo a abstenção dos deputados socialistas já seria “uma mudança”.

A deputada do PEV apresentou ainda um projecto de lei para alterar o regime jurídico de acesso às pensões de invalidez e velhice pelos trabalhadores da Empresa Nacional de Urânio e outro para limitar a exposição humana aos campos electromagnéticos originados por linhas e instalações eléctricas de média, alta e muito alta tensão.

Na opinião de Heloísa Apolónia, é necessário “alargar a distância das linhas relativamente a zonas residenciais” e diminuir “em quinhentas vezes a intensidade das linhas de muito alta tensão”.

Para a deputada, as autarquias devem também ter “uma palavra vinculativa na definição de traçados e corredores de linhas, actualmente impostos pela Rede Eléctrica Nacional”.

Heloísa Apolónia adiantou que “no final desta semana ou na próxima”, o seu partido irá apresentar duas novas iniciativas na Assembleia da República: classificar a Arrábida como património mundial da humanidade e impedir a privatização das Águas de Portugal.

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