Iniciativa a 17 de Outubro quer alertar para subida do nível dos oceanos

Clima: Conselho de Ministros das Maldivas vai reunir-se debaixo de água

Actualmente, 80 por cento do arquipélago das Maldivas está a menos de um metro acima do nível do mar
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Actualmente, 80 por cento do arquipélago das Maldivas está a menos de um metro acima do nível do mar Anuruddha Lokuhapuarachchi/Reuters (arquivo)

O Governo das Maldivas decidiu reunir o seu Conselho de Ministros de 17 de Outubro debaixo de água. Quase todos os ministros já tiveram formação de mergulho e estão preparados para, desta forma, chamar a atenção para a subida do nível médio dos oceanos e para a necessidade de redução das emissões de gases com efeito de estufa.

Segundo a BBC online, o Presidente Mohamed Nasheed e os ministros vão assinar um documento, durante aquela reunião, para apelar aos líderes mundiais que reduzam as suas emissões. Nasheed vai dar uma conferência de imprensa subaquática.

Um conselheiro do Presidente, sob anonimato, explicou que os ministros vão comunicar através de sinais e bloco e canetas à prova de água. “Obviamente, os gestos que os mergulhadores poderão fazer para comunicar são limitados. Por isso, a quantidade de trabalho que o Conselho de Ministros poderá conseguir também será limitado”. “Mas vai apelar a todas as nações – ricas e pobres, desenvolvidas e em desenvolvimento – para levarem as alterações climáticas a sério”.

Este responsável disse também que cada ministro será acompanhado por um instrutor de mergulho e um militar. Além disso, acrescentou, os tubarões daquela zona “são amigáveis”.

Todos os ministros menos um, cuja saúde não permite o mergulho, tiveram formação numa base militar de uma das muitas ilhas do país.

Actualmente, 80 por cento do arquipélago das Maldivas está a menos de um metro acima do nível do mar e, por isso, está extremamente vulnerável à subida das águas como resultado das alterações climáticas. Nasheed já alertou que toda a nação poderá ser obrigada a encontrar nova casa se os oceanos subirem como prevê a ONU.