Formação em primeiros socorros deve ser obrigatória na Europa

A poucos dias do Dia Mundial de Primeiros Socorros, a 12 de Setembro, a federação e o centro europeu de referência para a educação em primeiros socorros publicaram, em Genebra, um relatório intitulado "Primeiros Socorros: Por uma Europa mais segura".

A principal recomendação é "tornar obrigatória para todos a formação ou educação em primeiros socorros", foi anunciado em conferência de imprensa em Genebra.

A razão principal é que a ajuda de urgência chega muito tarde, nomeadamente em casos de ataque cardíaco, em que os minutos são importantes, além de os primeiros socorros poderem contribuir consideravelmente para "limitar a gravidade dos ferimentos e salvar vidas", explicou a federação.

"Esta capacidade de intervir, de ser eficaz após um acidente, sobre um membro da vossa família, sobre qualquer um de vós no escritório, na rua, pode simplesmente salvar uma vida", insistiu a embaixadora da Cruz Vermelha francesa, Adriana Karembeu.

Uma responsável do centro europeu de referência em Paris, Diane Issard, considerou encorajante "o facto de 56 por cento dos países europeus ter decidido tornar a formação em primeiros socorros obrigatória para a obtenção da carta de condução", mas defendeu não ser suficiente.

"A adopção de legislação europeia impondo uma formação de qualidade e uma limitação de validade dos cursos de primeiros socorros parece-nos indispensável", acrescentou. A formação em primeiros socorros varia consideravelmente de um país europeu para outro.

A Noruega é apresentada como um exemplo, com 95 por cento da população formada em primeiros socorros, na escola, seguindo-se a Alemanha e a Áustria, com 80 por centos dos habitantes iniciados.

Do outro lado da tabela estão a Holanda, a Sérvia, o Reino Unido e a Espanha, com percentagens de população formada entre dois e seis por cento. França está no meio, com cerca de 40 por cento.