Morreu José João Zoio, um cavaleiro com toureio especial

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José João Zoio

a O cavaleiro tauromáquico retirado José João Zoio faleceu ao princípio da noite de segunda-feira, em Cascais, tendo sucumbido a uma paragem cardíaca. Zoio regressava a casa depois de ter estado com amigos, sentiu-se mal ao volante do seu automóvel, estacionou, pediu ajuda para chamar socorro e entrou em casa, onde viria a falecer antes de chegar a ambulância. No Hospital de Cascais, para onde seguiu, foi confirmado o óbito. Nascido em Almada, a 1 de Outubro de 1950, José João de Queirós Morais Zoio foi um dos cavaleiros mais importantes da segunda metade do século XX, tendo tomado alternativa a 27 de Maio de 1973, no Campo Pequeno, das mãos de mestre João Branco Núncio. Zoio apresentou-se em público pela primeira vez, na Nazaré, a 25 de Agosto de 1968 e foi o primeiro amador a submeter-se à prova de cavaleiro praticante (Santa Eulália, 10 de Junho de 1972).
Citar de largo e dar a primazia do arranque ao toiro era a característica principal do seu toureio. Estreou-se em Espanha, em Barcelona, a 6 de Abril de 1975 e em Sevilha e Madrid, respectivamente a 29 de Abril e 27 de Maio de 1979.
Depois de um afastamento das arenas na segunda metade dos anos oitenta, regressou em 1991 com o mesmo entusiasmo e entrega que caracterizaram toda a sua carreira.
A 23 de Julho deste ano voltou a vestir a casaca para, na praça de toiros do Campo Pequeno, juntamente com Luís Miguel da Veiga e Frederico Cunha, se apresentar como testemunha de honra da alternativa de Duarte Pinto, filho de outro dos seus grandes competidores, Emídio Pinto. José João Zoio foi director de Relações Públicas e Segurança da Universidade Moderna nos anos 90. Durante o julgamento do megaprocesso ligado às principais figuras daquela instituição, foi ouvido como testemunha pela acusação, prestando depoimento sobre as alegadas ligações da Moderna ao tráfico de armas.