Mundial 2018/2022

Arquitecto Souto Moura aceita ampliação do estádio de Braga

Pormenor de uma das bancadas do estádio do Braga, que aguarda um parecer do Igespar para ser classificado monumento nacional
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Pormenor de uma das bancadas do estádio do Braga, que aguarda um parecer do Igespar para ser classificado monumento nacional Hugo Delgado (arquivo)

O arquitecto Souto Moura, autor do projecto do Estádio Municipal de Braga, já foi contactado pelo múnicípio bracaranese e aceitou a tarefa de desenhar um plano de ampliação provisória daquele recinto. O projecto de ampliação relaciona-se com a escolha de Braga para integrar a candidatura portuguesa e espanhola à organização do Mundial 2018.

O estádio Municipal de Braga tem 30 mil lugares, mas a Federação Internacional de Futebol (FIFA) exige uma lotação mínima de 44 mil lugares, segundo comunicou recentemente a Federação Portuguesa de Futebol (FPF). A solução, segundo a autarquia presidida por Mesquita Machado, edil e ex-presidente da Assembleia Geral da FPF seria a colocação de uma bancada provisória durante o torneio.

Em declarações à Lusa, Souto Moura confirmou que foi contactado pelo presidente da Câmara Municipal de Braga,para elaborar o projecto que permita à cidade minhota integrar a candidatura ibérica ao Mundial de 2018 ou 2022.

"Fui contactado para fazer este projecto de adaptação e aceitei", revelou Souto Moura, que apresentou apenas uma condição antes de aceder ao pedido de Mesquita Machado: "terá sempre de ser uma obra provisória".

O estádio de Braga é um dos dez construídos em Portugal para a realização do Euro 2004, tendo sido pago pela autarquia bracarense, que desembolsou para cima de 100 milhões de euros. A sua arquitectura e construção levaram o município a pedir a classificação daquele estádio como monumento nacional, processo que aguarda parecer do Igespar.

Sem querer fazer estimativas de custos, Souto Moura desvalorizou o obrigatório dispêndio financeiro nas bancadas amovíveis, lembrando que o investimento nos estádios para o Euro2004 "teve retorno". O criador da "Pedreira" não sabe ainda se o projecto final abarcará bancadas nos dois topos, mas "o ideal será recorrer a apenas um, sempre com a condição de serem retiradas posteriormente".
Sob essa promessa do município bracarense, Souto Moura confessou que terá em mãos "um desafio muito interessante".
Mesquita Machado já tinha considerado, também à Lusa, que esta ampliação provisória era uma exigência da FIFA "perfeitamente exequível e ultrapassável, sem grandes custos".

Braga e Algarve são as duas escolhas da FPF para a candidatura ibérica ao Mundial 2018, a juntar aos três estádios que cumprem os requisitos mínimos da FIFA (Dragão, Luz e Alvalade), como revelou o PÚBLICO, no último fim-de-semana.

O Estádio Algarve, cuja exploração é repartida pelos municípios de Faro e Loulé, também terá de sofrer obras de ampliação para duplicar a sua capacidade actual, embora, neste caso, a ideia seja construir bancadas definitivas. Os dois municípios esperam financiar a obra por intermédio de uma parceria público/privada, mas antes, e tal como sucedeu com Souto Moura em Braga, terão de solicitar um projecto de ampliação ao arquitecto que desenhou o recinto, o australiano Damon Lavelle.

O arquitecto da Populous, antiga Hok Sport, deverá passar pelo Algarve em meados deste mês para se reunir com os presidentes das câmaras de Loulé, Seruca Emídio, e Faro, José Apolinário.

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