Miguel Pais do Amaral satisfeito com a Leya

Pais do Amaral, o patrão da Leya, prepara uma <i>start-up</i> no Brasil
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Pais do Amaral, o patrão da Leya, prepara uma start-up no Brasil

O empresário Miguel Pais do Amaral está “satisfeito” com os resultados do grupo Leya no mercado livreiro português e promete “uma estratégia vencedora para o Brasil”, depois de não ter conseguido entrar no mercado brasileiro através da aquisição de empresas já existentes.

“Fizemos várias tentativas de identificar potenciais targets [alvos] para entrar no mercado [brasileiro] via aquisição. Infelizmente, por várias razões que não interessa formular, não conseguimos. Por isso, vamos fazer uma start-up [nova empresa], com uma equipa própria que está neste momento a ser preparada”, explicou o empresário ao PÚBLICO, à margem da prova do campeonato Le Mans Series, que está a decorrer no Autódromo do Algarve, em Portimão, e onde participa numa equipa (Quifel-ASM) da qual é patrocinador.

Apesar desse revés no Brasil, Pais do Amaral está agradado com a evolução do grupo em Portugal. “Estamos muito satisfeitos com a performance da Leya, especificamente neste ano de 2009, que é particularmente difícil para a economia e para os consumidores.”

O empresário salienta ter “indicadores muito positivos tanto nas vendas, como em termos de margens”. “Não há nenhuma razão para alterar o que era a nossa posição inicial quando fizemos este investimento, que é ter uma posição de longo prazo”, acrescentou Pais do Amaral.

O ex-patrão da TVI deu ainda a entender que não pretende alargar mais o seu grupo de empresas na área dos livros. “Em Portugal, a empresa tem uma dimensão importante. Na área dos livros de edições gerais, somos líderes claros. Na área escolar, somos número dois e existe um líder, que é a Porto Editora. Não há muito mais a fazer. Há é que desenvolver a partir desta base”, explicou, mostrando-se também satisfeito com as empresas que detém em Angola e Moçambique: “São países com grande potencial e essas empresas têm um papel muito importante na defesa da língua portuguesa, o que é algo crítico para as todas as nossas empresas e os nossos profissionais.”

Miguel Pais do Amaral revelou ainda que o grupo Leya não tem uma ideia sobre o “impacto do acordo ortográfico” na sua actividade. “Não penso que seja prejudicial, mas a Leya, em princípio, deve ser neutra [neste debate]. Desenvolverá as suas actividades, havendo, ou não, acordo ortográfico.”

O empresário, por outro lado, recusou fazer qualquer comentário sobre a hipótese de adquirir a Lusort, promotora de um investimento turístico em Vilamoura.