Ainda por causa de Elisa Ferreira

Paulo Rangel diz que PS "é o partido das duas caras"

"Eu vou ao Parlamento Europeu (PE) assinar o nome. Quero é vir para cá para o Porto”, declarou a candidata anteontem
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"Eu vou ao Parlamento Europeu (PE) assinar o nome. Quero é vir para cá para o Porto”, declarou a candidata anteontem Nelson Garrido

O PSD acaba de criar um “caso Elisa Ferreira”: o cabeça-de-lista às eleições europeias do PSD, Paulo Rangel, voltou hoje a acusar o Partido Socialista de "ter duas caras, uma para a Europa e outra para Portugal" e, por isso, não apresentar uma "candidatura séria".

"O PS tem uma cara para Bruxelas e outra cara para Portugal", afirmou o candidato Paulo Rangel, em Peniche.

O cabeça-de-lista dos sociais-democratas às europeias deu como exemplo das "duas caras do PS" o facto de haver candidatos socialistas que "dizem que só vão dar o nome", como Elisa Ferreira.

Na passada sexta-feira, numa visita ao bairro do Viso, a candidata à autarquia portuense pelo PS disse, de forma directa: "Eu vou ao Parlamento Europeu (PE) assinar o nome. Quero é vir para cá para o Porto.” Ao mesmo tempo, Elisa Ferreira integra a lista às europeias, em quarto lugar, perfeitamente elegível.

"Se uma candidata só dá o nome não é uma candidatura séria, é uma candidatura de duas caras", criticou Paulo Rangel, desafiando "o cabeça-de-lista do PS Vital Moreira e o secretário-geral do partido a explicar porque é que a candidata Elisa Ferreira disse aos jornais que só vai dar o nome".

Fundos europeus por aplicar

Paulo Rangel disse também que "o Governo PS pede fundos comunitários em Bruxelas mas depois não os aplica em Portugal", relembrando que "em 2007 e 2008 foram executados dois por cento, quando deveriam ter sido aplicados pelo menos 20 a 25 por cento".

"O PS fechou-os num cofre por eleitoralismo, porque não os quis gastar em 2007 e 2008 para os gastar em 2009 [ano de eleições] e o que aconteceu foi que entretanto veio a crise e nem em 2009 pode gastar", criticou.

Como exemplo das "duas caras" do PS, o social-democrata criticou o manifesto do PS, apresentado sábado.

"Enquanto diz que apoia Durão Barroso em Bruxelas, em Portugal o PS não tem coragem de colocar no seu manifesto que apoia Durão Barroso", disse.

Por outro lado, Paulo Rangel criticou o estímulo fiscal até três por cento proposto pelo PS no seu manifesto eleitoral para as europeias, sublinhando que o PS "anda a dizer para a Europa que é preciso reduzir os impostos enquanto em Portugal foi incapaz de reduzir qualquer imposto".

O candidato do PSD deu como exemplos a mudança do regime de cobrança de IVA e a redução da taxa social única, propostos pelo PSD e recusados pela maioria socialista.

O cabeça-de-lista do PSD às europeias falava na apresentação do candidato do PSD à Câmara de Peniche, Luís Ganhão, acompanhado por mais dois candidatos às europeias, José Leitão e Joaquim Biancard Cruz

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