Alteração começa apenas em alguns espaços do jornal

"Correio da Manhã" vai adoptar o novo Acordo Ortográfico

Depois do  "Record", o "Correio da Manhã" é o segundo jornal nacional a adaptar-se ao Acordo Ortográfico
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Depois do "Record", o "Correio da Manhã" é o segundo jornal nacional a adaptar-se ao Acordo Ortográfico Enric Vives-Rubio

Aos 30 anos, o "Correio da Manhã" começa nos próximos dias a adaptação do jornal ao novo Acordo Ortográfico, anunciou o director do título, Octávio Ribeiro, na edição de hoje.

"Nos próximos dias, alguns dos espaços de crónica do nosso jornal e das revistas do CM passam a ser escritos de acordo com as novas regras ortográficas", escreve hoje Octávio Ribeiro no editorial.

Os espaços escritos segundo as regras do novo acordo, que entrou em vigor no Brasil no primeiro dia de 2009, "estarão devidamente assinalados".

Os restantes textos do jornal continuarão a ser escritos de acordo com as regras actuais, até que os leitores "estejam identificados com a nova ortografia".

"A nova ortografia só se estenderá a todos os textos do jornal, respectiva primeira página e manchete, "caro Leitor", quando já ninguém estranhar a palavra 'facto' escrita sem cê", refere Octávio Ribeiro.

Entre os poucos títulos nacionais que já adoptaram as novas regras, conta-se o desportivo Record onde desde o início do ano já é possível ler algumas notícias que respeitam o novo acordo ortográfico. Também o mais antigo jornal de Coimbra, "O Despertar", adoptou em Janeiro o novo acordo.

Em Portugal, o segundo protocolo do Acordo Ortográfico, cuja ratificação era essencial para a sua entrada em vigor, foi aprovado no Parlamento em Maio e promulgado pelo Presidente da República em Julho.

O Acordo Ortográfico foi aprovado em Dezembro de 1990 por representantes de Portugal, Brasil, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique, porque Timor-Leste só aderiu em 2004, após a independência face à Indonésia.

Para vigorar, o acordo tem de estar ratificado por um mínimo de três dos oito países, o que foi alcançado em 2006 com São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Brasil, seguidos de Portugal.