Liga: Pedro Proença avaliado com 2,4 no FC Porto-Benfica por não ter assinalado penálti sobre Lucho

No lance do penálti de Yebda sobre Lisandro, o observador dá o benefício da dúvida ao árbitro
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No lance do penálti de Yebda sobre Lisandro, o observador dá o benefício da dúvida ao árbitro Paulo Ricca (arquivo)

O árbitro Pedro Proença foi avaliado com a nota 2,4 no FC Porto-Benfica devido a não ter assinalado penálti no lance em que Lucho González foi tocado por Reyes, o que segundo o relatório do observador lhe custou um ponto.

"Não assinalou grande penalidade contra a equipa B [Benfica], por falta do seu jogador nº 6 [Reyes], que, dentro da sua área de grande penalidade, rasteirou o adversário nº 8 [Lucho González]...", lê-se no relatório do observador José Gonçalves, a que a Agência Lusa teve acesso. Mais à frente o observador justifica a má nota ao árbitro Pedro Proença: "Caso não tivesse a falha mencionada em 2 a) a nota final seria 3,4".
Um fora-de-jogo não assinalado a Lisandro López e um cartão amarelo poupado a Sidnei foram os outros erros apontados pelo observador a Pedro Proença. Curiosamente, o polémico penálti que permitiu a Lucho igualar o marcador não é sancionado no relatório do observador, que dá o "benefício da dúvida" ao árbitro.

"Aos 25 minutos do 2º tempo, marcou grande penalidade contra a equipa B [Benfica], por suposta falta do jogador nº 26 [Yebda] (...) Do local onde nos encontramos e uma vez o lance ter ocorrido no vértice mais distante da grande área, não nos foi possível vislumbrar com clareza o desenlace da jogada: se a queda é provocada por algum contacto dos pés ao nível do terreno ou em virtude do defensor ter colocado o braço à frente do tronco do adversário, impedindo/perturbando a sua progressão. Porque o árbitro se encontrava bem colocado e perto, cerca de 3/4 metros, e foi peremptório a assinalar a grande penalidade, aliado ao facto de não terem existido protestos de jogadores da equipa penalizada, que aceitaram pacificamente a decisão, com excepção do faltoso, único a esboçar contrariedade, damos-lhe o benefício da dúvida".

A nota 2,4 é, segundo o critério da escala de avaliação que varia entre 0 e 5, uma nota insatisfatória, consequência de uma grande penalidade não assinalada com influência no resultado e um cartão amarelo não exibido.

Segundo as normas e instruções para observadores, "um árbitro que não assinale uma grande penalidade e esta tenha influência no resultado a nota máxima é 2,5". A Pedro Proença ainda foi descontada uma décima pelo cartão amarelo não exibido a Sidnei.

Nesta temporada, cheia de casos de arbitragem, a avaliação de Pedro Proença está longe de ser a pior. Elmano Santos foi avaliado com 2,1 no Belenenses-Benfica, enquanto Pedro Henriques (Benfica-Nacional), Paulo Baptista (Benfica-Braga) e Paulo Costa (Braga-FC Porto) tiveram 2,3.

Observador do FC Porto-Benfica foi um dos piores classificados na última época

O observador José Gonçalves, que classificou a arbitragem de Pedro Proença no FC Porto-Benfica com 2,4, foi o 23º classificado na última época, num quadro de 29 observadores, e esteve no centro da polémica na temporada passada, quando classificou com uma nota francamente positiva o desempenho do árbitro Lucílio Baptista no jogo Boavista-Benfica. Essa avaliação viria, no entanto, a ser corrigida em forte baixa pela Comissão de Análise, que transformou o 3,7 dado por José Gonçalves num 2,3 negativo, depois de um pedido de revisão de nota do Benfica.

Notícia actualizada às 21h26