Crítica

Alla Polacca

Pouco mais do que um disco competente

A discografia dos Alla Polacca é um caso atípico. Em 2003, lançaram dois discos: um EP, diferente do som habitual do grupo, focado no piano, e um "split" com os Stowaways, o mais próximo de um disco normal que os fãs dos portuenses tiveram nas mãos até agora. O primeiro disco em nome próprio dos Alla Polacca surge quase oito anos depois da primeira maqueta da banda, fixando-se no som que o grupo vinha experimentando ao vivo. Torna-se difícil reduzi-los a uma etiqueta: não são banda de simples canções indie, mas cantam e desenham melodias de guitarras cristalinas como se o fossem; não são uma banda de pós-rock, mas as dinâmicas de crescendos e calmarias fazem parte do seu ADN. Há uma evidente atenção à composição: "The rush (first stop)" faz-se de contrastes entre guitarras saltitantes e descargas rock, enquanto "They'll do without us" põe a voz a acompanhar as melodias das guitarras, a espaços, como se fosse apenas mais um instrumento. No entanto, algumas insuficiências vocais (ouça-se, por exemplo, "Woe and glory") e uma certa homogeneidade nas soluções musicais impedem "We're Metal and Fire in the Pliers of Time" de ser mais do que um disco competente.