Portugal e Venezuela assinam hoje acordos para venda de computador Magalhães e construção habitação social

Os acordos mais importantes que serão assinados na cerimónia presidida por José Sócrates e Hugo Chávez, que chegou a Lisboa ontem à noite, dizem respeito à venda de computadores Magalhães e à construção de fogos de habitação social na Venezuela.

Assim, os dois países deverão assinar um acordo quadro (entre os ministros das Infra-estruturas da Venezuela e das Obras Públicas, Mário Lino) e três de natureza empresarial.

Para o fornecimento de computadores Magalhães à Venezuela, a empresa nacional JP Sá Couto assinará ainda um acordo para a venda de um milhão de unidades.

Já no que respeita à construção de habitação social, o Grupo Lena edificará na Venezuela 50 mil fogos, dos quais 15 mil estarão concluídos até ao final do ano.

Depois da entrega deste primeiro conjunto de 15 mil fogos, progressivamente o Grupo Lena começará a construir as casas de habitação social na Venezuela, onde instalará uma fábrica.

Além destes acordos, Portugal e a Venezuela vão ainda assinar acordos de cooperação para o desenvolvimento conjunto de projectos na área da electricidade.

O primeiro memorando, de carácter institucional, diz respeito aos mecanismos de entendimento entre os dois países ao nível da cooperação de bens e equipamentos do sector eléctrico.

Depois, também na área da energia, serão fechados mais seis memorandos de carácter empresarial, envolvendo a Corporação Eléctrica Nacional da Venezuela e as empresas portuguesas EDP, Efacec, Janz, Instituto de Soldadura e Qualidade, Cabelte e Electricidade Industrial Portuguesa.

Entretanto, já esta semana, os conselheiros das comunidades portuguesas na Venezuela enviaram uma "carta aberta" a José Sócrates, pedindo-lhe que "inclua nos acordos" bilaterais "um compromisso sério", por parte do Presidente Hugo Chávez, que lhes "garanta protecção e segurança".

Este será a terceira vez que Hugo Chávez se desloca a Portugal no último ano, depois das visitas em Novembro do ano passado e em Julho.

No início de Maio, José Sócrates esteve também na Venezuela numa visita oficial e, já este mês, foi a vez do ministro da Economia, Manuel Pinho, se deslocar a Caracas, acompanhado por representantes de 16 empresas portuguesas, para discutir novos projectos de cooperação com empresas venezuelanas.

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