Agostinho Branquinho fala em “Big Brother”

Deputados queixam-se de violação de “e-mails” no Parlamento

António Galamba, do PS, usa um disco portátil para trabalhar
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António Galamba, do PS, usa um disco portátil para trabalhar Daniel Rocha (arquivo)

Deputados de todos os partidos queixam-se da violação de correio electrónico ("e-mail") no sistema da Assembleia da República.

O vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS, António Galamba, diz mesmo que “existem e-mails que chegam abertos e outros que não chegam”, segundo noticia o “Diário Económico” de hoje.

António Galamba conta também que já não é o único deputado que utiliza um disco rígido portátil para trabalhar os documentos mais importantes, pois tem “dúvidas sobre a segurança do sistema informático” do Parlamento.

O “Diário Económico” refere a existência de muitas queixas de deputados, de todos os grupos parlamentares, sobre o serviço de internet na Assembleia da República.

Na mais recente reunião da Comissão de Ética do Parlamento, terá mesmo sido unânime o sentimento de insegurança relativamente à utilização do sistema, mesmo da parte do seu presidente, o social-democrata Luís Marques Guedes.

O deputado do PSD Agostinho Branquinho levantou a questão de os serviços terem a descrição dos movimentos de correio electrónico, com os assuntos dos e-mails também registados. “Ter aqui um Big brother instalado era a última coisa que me passaria pela cabeça”, disse então.

As suspeitas existentes respeitam a “e-mails” que chegam aos deputados com a indicação de já terem sido lidos, outros que chegam ao destino com dias de atraso, recepção de “e-mails” com a informação a ficar barrada no servidor.

Há também queixas de as caixas de correio electrónico terem capacidade limitada – não chegaram para receber um relatório da Entidade Reguladora da Comunicação (ERC).

Os deputados também têm o trabalho limitado por restrição de acesso a alguns “sites”, incluindo alguns de venda de livros “on-line”.

O presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República, José Lello, disse ao “Diário Económico” que “não há falhas da informática” e que as situações detectadas se devem antes ao controlo apertado do sistema.