No Dragão já se cantou "campeões, campeões" com goleada ao Braga e empate do Benfica

Foto
Nélson garrido

O bicampeão e líder FC Porto colocou-se hoje com mais 11 pontos do que Benfica e, provisoriamente, 15 face ao Sporting, ao golear eficazmente o Sporting de Braga por 4-0, na 16ª jornada da Liga portuguesa de futebol.

Com golos dos argentinos Lisandro Lopez (cinco e 82 minutos) e Ernesto Farias (91) e de Raul Meireles (18), a equipa liderada por Jesualdo Ferreira aproveitou o "nulo" do Benfica com o Leixões na Luz (o Sporting joga domingo em Coimbra) e manteve a invencibilidade no Dragão, apenas "manchada" com o empate frente ao Belenenses (1-1).

Com apenas um golo sofrido em casa, a equipa "azul-e-branca" foi letal, mais que espectacular, e, no início da segunda volta e já depois de ter vencido em Braga na primeira jornada da Liga (2-1), voltou a travar a formação minhota, num encontro marcado pela primeira derrota de Manuel Machado como treinador bracarense.

Na 13ª vitória na prova (soma ainda dois empates e a derrota com o Nacional), os "dragões" foram muito fortes defensivamente e letais na hora de atirar à baliza, quase conseguindo transformar em golo todas as oportunidades criadas.

Sem o marroquino Tarik, em preparação para a Taça das Nações Africanas (CAN), o treinador do FC Porto apostou no brasileiro Adriano para o ataque, desviando ocasionalmente o "matador" Lisandro Lopez para a ala contrária à de Ricardo Quaresma.

De resto e sempre com o habitual sistema em "4-3-3", Jesualdo Ferreira escalou Helton para a baliza, Bosingwa, Bruno Alves, Pedro Emanuel e Marek Cech para a defesa, deixando o meio-campo entregue a Paulo Assunção, Raul Meireles e Lucho Gonzalez.

Do lado do Sporting de Braga, Manuel Machado manteve-se fiel ao "4-5-1" ofensivo, com a estreia de Miguelito (ex-Benfica) no meio-campo ao lado de Roberto Brum, logo à frente de uma defesa com João Pereira, Paulo Jorge, Rodriguez e Carlos Fernandes.

No ataque, Jorginho, Vandinho e Wender, os três brasileiros ofensivos da equipa, surgiram como principais municiadores do avançado austríaco Linz. O guarda-redes Paulo Santos manteve-se como último obstáculo às investidas do FC Porto.

Tranquilo, como são os líderes folgados, o FC Porto entrou praticamente a vencer, já que aos cinco minutos, Lisandro Lopez fez o 12º golo no campeonato, na sequência de um cruzamento de Bosingwa da direita, depois de uma perda infantil de bola do estreante Miguelito.

O Sporting de Braga, que até vinha de seis resultados positivos, foi incapaz de responder à superioridade do bicampeão e, aos 18 minutos, mais desmoralizado ficou com o golo de cabeça de Raul Meireles, na resposta eficaz a um cruzamento de Lucho Gonzalez, novamente da ala direita.

Pouco depois, aos 27 minutos, foi a vez de Quaresma rubricar excelente jogada individual e rematar forte com o pé esquerdo para defesa de recurso de Paulo Santos e, aos 30, Manuel Machado, insatisfeito com o comportamento da ala esquerda da sua defesa, tirou Carlos Fernandes e colocou em campo o ex-portista César Peixoto.

Os bracarenses, muito aquém daquilo que sabem produzir, apenas aos 41 minutos ameaçaram a baliza adversária, mas o cabeceamento de Paulo Jorge saiu ao lado, após livre na direita de Peixoto.

Na segunda parte, o Sporting de Braga entrou mais agressivo e ofensivo e, aos 56 minutos, o austríaco Roland Linz isolou-se, depois de ultrapassar Pedro Emanuel, mas rematou sem convicção ao lado da baliza de Helton.

Aos 64 minutos, o FC Porto podia ter aumentado a vantagem, mas o poste direito da baliza de Paulo Santos devolveu o remate de Lucho e, aos 81, Jesualdo Ferreira chamou Ernesto Farias para o lugar de Adriano, respondendo assim às entradas dos bracarenses Jaílson e João Tomás (saíram Linz e Jorginho, respectivamente).

No minuto seguinte a entrar em campo, o avançado Farias tocou exemplarmente para Lisandro que, à entrada da área, desferiu um remate potente e colocado, e somou mais um à conta pessoal, momentos antes de sair para os aplausos, por troca com Mariano Gonzalez.

Já no período de compensação, Ernesto Farias também quis mostrar como se marca e, aos 91 minutos, gritou golo pela primeira vez com a camisola "azul-e-branca", depois de um remate fortíssimo à entrada da área.