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KPMG vai fazer a consultadoria financeira do projecto português

A empresa KPMG vai fazer a consultadoria financeira do projecto português de alta velocidade, anunciou hoje a RAVE - Rede Ferroviária de Alta Velocidade.

Em comunicado, a RAVE informa que a consultadoria financeira do projecto foi adjudicada à consultora KPMG por 1,491 milhões euros (valor global do contrato), na sequência de um concurso público internacional.

Fora da corrida à consultadoria da alta velocidade portuguesa ficaram a Deloitte Consultores, S.A., que apresentou uma proposta de 1,960 milhões de euros e o Banco Efisa, S.A., cuja proposta se cifrou nos 1,815 milhões de euros.

"O objecto da prestação de serviços consiste no apoio em todo o processo lançamento, condução e conclusão dos procedimentos concorrenciais relativos às Parcerias Público Privadas (PPP) previstas no modelo de negócio da alta velocidade", lê-se no comunicado da RAVE.

O contrato tem a duração de 42 meses, estando prevista a possibilidade de prorrogação por mais três períodos de seis meses, "caso se venha a demonstrar necessário".

O concurso fixava um valor máximo de honorários (2 milhões de euros) e uma estrutura de pagamentos segundo a qual 70 por cento do valor global do contrato se encontra associado ao cumprimento dos objectivos de lançamento dos concursos e assinatura dos contratos de concessão.

Em Setembro último, foi adjudicada à Sociedade de Advogados Jardim, Sampaio, Caldas e Associados a prestação de serviços de assessoria jurídica para o estabelecimento de uma parceria público privada para a concepção, construção, financiamento e manutenção da rede ferroviárias do troço Poceirão-Caia, da linha Lisboa-Madrid. 6,5 mil milhões de euros é o último valor dado pelo Governo para o custo total do projecto de alta velocidade em Portugal para as duas ligações consideradas prioritárias: Lisboa-Porto e Lisboa-Madrid.

O modelo de negócio da linha de alta velocidade portuguesa apresentado em Junho pela RAVE prevê a existência de cinco concessões ferroviárias e uma concessão para sinalização. De acordo com este modelo, o Estado assegurará 36 por cento do financiamento da rede ferroviária de alta velocidade e os fundos comunitários 19 por cento.

Os investidores privados, que terão o período de 40 anos para rentabilizar o capital dispendido, assegurarão 45 por cento do financiamento do projecto.