Até 30 de Julho

Portugal registou 4813 incêndios florestais desde o início do ano

As maiores áreas ardidas em Portugal registaram-se nos anos de 2003 e 2005
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As maiores áreas ardidas em Portugal registaram-se nos anos de 2003 e 2005 Pedro Cunha/PÚBLICO

Portugal registou 4813 incêndios florestais e em locais de mato de Janeiro a 30 de Julho, o "menor valor dos últimos anos", anunciou hoje o comandante nacional de operações de socorro (CNOS), Gil Martins.

No período em análise, o domingo passado foi o dia com o maior número de incêndios florestais (123 ocorrências), sendo o distrito do Porto o mais fustigado, com 20 fogos, segundo dados da Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC). Quanto à área ardida os valores são ainda provisórios, por ainda não ter terminado o mês de Julho.

O último relatório da Direcção Geral de Florestas, divulgado a 16 de Julho, indica que os distritos que registaram as maiores áreas ardidas foram Setúbal (512 hectares) e Beja (489 hectares), entre áreas florestais e arborizadas.

No entanto, o comandante dos bombeiros voluntários de Nisa afirmou ontem que no último incêndio naquele concelho - no passado domingo – arderam, pelo menos, 1500 hectares.

Para a fase "Charlie" de combate aos incêndios florestais, de 1 de Julho a 30 de Setembro, a época de maior risco, o Governo anunciou ter disponíveis 8836 elementos (Bombeiros, GNR, PSP e outros), 1886 viaturas e 52 meios aéreos.

Durante este período estão disponíveis 20 helicópteros ligeiros, oito médios e seis pesados, oito aviões Dromadair (aerotanques ligeiros) e seis Airtractor (aerotanques médios), quatro aviões anfíbios pesados (dois Canadair CL 215 e dois Beriev BE 200 ES), segundo a Directiva Operacional Nacional da Defesa da Floresta Contra Incêndios.

As maiores áreas ardidas em Portugal registaram-se nos anos de 2003 e 2005, sendo que no primeiro caso arderam 425.726 hectares (286.055 em povoamentos florestais e 139.671 em matos) e no segundo 338.262 hectares (213.517 de floresta e 124.745 de matos e incultos), segundo dados da DGRF.

O maior incêndio registado desde sempre em Portugal foi no concelho de Nisa em 2003, tendo consumido mais de 49 mil hectares de floresta.

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