Colecção Spirou

Alguém droga e faz desaparecer o Marsupilami do jardim zoológico, mas os dois heróis vão resolver o mistério. Este é o tema de Os Ladrões do Marsupilami, história escrita e desenhada por Franquin a partir de uma ideia de Jo Almo. As aventuras de Spirou, o paquete ruivo que nasceu herói de banda desenhada, são editadas pelo PÚBLICO e Edições ASA. São 20 álbuns de um clássico da BD mundial, nove deles inéditos em Portugal. Todas as quartas-feiras com o PÚBLICO por mais 5,40 euros

a Ao regressarem da Palômbia, Spirou e Fantásio doam o Marsupilami a um jardim zoológico. O exótico animal torna-se rapidamente a grande atracção do parque, mas o cativeiro aborrece-o mortalmente.Os dois heróis tomam a decisão de levar de novo o Marsupilami para a floresta. Porém, no dia combinado, o simpático animal é encontrado inanimado, aparentemente morto...
Nessa mesma noite o seu corpo é roubado mas, graças aos indícios deixados no local pelo ladrão, Spirou e Fantásio empreendem uma paciente investigação que os vai levar até Valentin Mollet.
Este homem, desempregado, foi contratado pelo proprietário de um circo para raptar o animal com o objectivo de o transformar numa estrela. Mas graças aos efeitos secundários do X1, um extracto de cogumelo criado pelo conde de Champignac especialmente para a ocasião, Spirou e Fantásio conseguem ser contratados para se aproximarem do Marsupilami...
Para saber como é que tudo isto acaba, o leitor terá de ler Os Ladrões do Marsupilami, décimo quarto álbum da Colecção Spirou que será distribuído amanhã com o PÚBLICO. A história, com desenho e texto de Franquin - a partir de uma ideia original de Jo Almo -, foi publicada pela primeira vez na revista Spirou (números 729 a 762) entre 3 de Abril e 13 de Novembro de 1952.
O singular animal de pelo amarelo e bolas pretas é o verdadeiro protagonista desta história. E compreende-se porquê. Tendo aparecido na aventura imediatamente anterior da série (Spirou e os Herdeiros, distribuída na semana passada), causou um enorme impacto junto dos leitores que foi rapidamente capitalizado por Franquin e pelo seu editor em novas aventuras.
É necessário dizer, em abono da verdade, que essa opção, justíssima, revela-se adequada e certeira. O universo da série ganha um novo personagem e, acima de tudo, uma dinâmica narrativa e um sentido do gag nunca antes atingidos.
Com este ciclo de aventuras, Franquin deixa voar o seu exuberante sentido inventivo, criando situações e episódios praticamente a partir do nada - vejam-se, por exemplo, as sequências da perseguição no interior do jardim zoológico ou o episódio no circo com Fantásio a mudar de cor de vinheta para vinheta...
O álbum Os Ladrões do Marsupilami mostra ainda que é possível encontrar um ponto de equilíbrio entre a presença continuada dos heróis da série e a introdução de novos personagens, sujeitos a uma grande exposição que, no entanto, não "esmaga" os protagonistas.
Por tudo isto, esta é uma aventura de plena maturidade da série, beneficiando ao mesmo tempo do desenho límpido de Franquin e das suas fantásticas capacidades como argumentista.