Que se deixa "comprar pela esquerda para estar calada"

Manuel Monteiro acusa PSD e CDS-PP de serem "falsa direita"

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"Hoje não temos alternativa no poder, temos alternância entre os mesmos partidos", diz Monteiro Tiago Petinga/Lusa (arquivo)

O presidente do Partido da Nova Democracia (PND), Manuel Monteiro, acusou hoje o PSD e o CDS-PP de serem uma "falsa direita", que se deixa "comprar pela esquerda para estar calada".

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"A falsa direita é comprada pela esquerda para estar calada", disse Manuel Monteiro à agência Lusa, no Porto, à margem da sua intervenção no ciclo de debates sobre o espaço não socialista em Portugal, promovido pelo Clube Via Norte.

O dirigente do PND afirmou que há um "grupo dominante dentro do PSD e do CDS" que "alinha" com o PS num "rotativismo simpático", que permite que "os piores ministros tenham como prémio serem administradores de empresas públicas ou semi-públicas". "É uma direita falsa, porque enriquecem alguns dos seus membros", o mesmo acontecendo com alguma "pretensa esquerda". "Hoje não temos alternativa no poder, temos alternância entre os mesmos partidos", acrescentou o líder do PND.

Manuel Monteiro criticou também que "um conjunto de cidadãos" tenha um "alvará de direita", assumindo-se como detentores desta área política e acusando de "radicais" todos os que queiram ocupar o mesmo espaço.

Para mudar o espectro político que, em sua opinião, resulta ainda do acordo entre Movimento das Forças Armadas e partidos, de 1974, Manuel Monteiro defendeu que Portugal deve adoptar um regime presidencialista e devem acabar as reformas e privilégios exclusivos dos políticos.

O ex-presidente do CDS-PP propôs ainda que os cargos políticos sejam exercidos por um máximo de dois mandatos consecutivos, aumentados para cinco anos, no caso da Assembleia da República e das autarquias, e para seis anos, no caso do Presidente da República.

Manuel Monteiro defendeu ainda a introdução de uma taxa fiscal única, um regime especial de isenções de impostos para quem invista na recuperação de zonas urbanas antigas e "a garantia para quem compra um apartamento que, em 20 anos, a área envolvente não sofre alterações".