Fundação Calouste Gulbenkian

Exposição sobre Amadeo Souza-Cardoso recebeu 100.117 visitantes

A exposição reuniu 260 obras do pintor e de 36 artistas seus contemporâneos
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A exposição reuniu 260 obras do pintor e de 36 artistas seus contemporâneos Tiago Petinga/Lusa

A exposição "Amadeo Souza-Cardoso Diálogo de Vanguardas", que encerrou à meia-noite de ontem na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, recebeu um total de 100.117 visitantes, informou a instituição.

Apesar de não existirem registos precisos sobre os números de visitantes de outras exposições patentes na Gulbenkian, fonte da instituição garantiu que esta retrospectiva sobre o pintor português "foi uma das mais visitadas de sempre" nos museus da fundação.

A elevada afluência de visitantes levou a administração a alargar excepcionalmente os horários de funcionamento do Museu Calouste Gulbenkian que, durante o último fim-de-semana, se manteve aberto durante a madrugada — outra decisão inédita.

"Amadeo Souza-Cardoso (1887-1918) Diálogo de Vanguardas", inaugurada a 14 de Novembro, reuniu 260 obras do pintor português e de 36 artistas internacionais seus contemporâneos, entre os quais Modigliani e Picasso.

Nos anos 80, a Fundação Gulbenkian organizou uma outra retrospectiva do pintor, que "foi igualmente muito visitada, mas esta excedeu todas as expectativas".

Considerado um dos grandes precursores da arte moderna em Portugal, o artista, nascido em Amarante, viveu oito anos em Paris, onde acompanhou activamente o surgimento dos movimentos expressionista e cubista, convivendo com alguns dos artistas representados também nesta mostra.

Também o catálogo (três mil exemplares) criado para a exposição, comissariada por Helena de Freitas, se esgotou rapidamente e a fundação encomendou uma segunda edição.