Espaço poderá acolher doze investigadores

Câmara de Oeiras vai construir primeira residência para cientistas

A residência para cientistas vaio ficar num edifício a construir na Quinta dos Sete Castelos, no centro de Oeiras
Foto
A residência para cientistas vaio ficar num edifício a construir na Quinta dos Sete Castelos, no centro de Oeiras Nuno Alegria/Lusa

A Câmara de Oeiras vai construir, no próximo ano, a primeira residência exclusiva para cientistas, num investimento de 2,5 milhões de euros, anunciou hoje o presidente da autarquia, Isaltino Morais.

O anúncio foi feito durante a cerimónia de inauguração das novas instalações da UCB, uma companhia biofarmacêutica belga que se dedica à investigação científica e que firmou um protocolo de investigação com o Centro de Patogénese Molecular - Unidade de Retrovírus e Infecções Associadas (CPM-URIA), da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

A residência, num edifício a construir na Quinta dos Sete Castelos, no centro de Oeiras, terá uma capacidade para 12 investigadores.

Este projecto visa melhorar as condições dos cientistas no município, que alberga 30 por cento da capacidade tecnológica do país e "clusters" nas áreas das Tecnologias de Informação, Biotecnologia e Saúde, como a UCB, além de deter bolsas científicas no valor global de 140 mil euros, segundo o autarca.

A UCB tem em Portugal 68 colaboradores, reinvestindo em média 15 por cento a 20 por cento da sua receita em investigação e desenvolvimento de "opções terapêuticas inovadoras", estabelecendo parcerias com a comunidade médica e científica local, identificando centros de investigação e procurando contribuir para que tenham condições e recursos para promover projectos de investigação na área biofarmacêutica, segundo a empresa.

Além da nova sede em Oeiras, a UCB decidiu apostar em Portugal também através do apoio estabelecido com o CPM-URIA, laboratório português que se dedica exclusivamente à investigação em biotecnologia, direccionando a actividade de pesquisa para o desenvolvimento de ferramentas e de opções terapêuticas para doenças como a artrite reumatóide, doença de Crohn e o VIH, entre outras.

A parceria vai permitir aumentar os recursos do CPM, num apoio de 15 mil euros facultado pela empresa. Além do apoio financeiro, a parceria vai também permitir a partilha de conhecimentos com o Centro de Investigação da UCB em Slough, no Reino Unido, que tem em desenvolvimento uma nova opção terapêutica para a doença de Crohn e artrite reumatóide, a área de investigação do Centro de Patogénese Molecular.

Está igualmente prevista a inclusão de jovens investigadores portugueses na equipa da UBC, adiantou a empresa em comunicado.