Dias Loureiro diz desconhecer investigações ao consórcio do Siresp

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A Procuradoria-Geral da República está a investigar quatro das cinco empresas que integram o consórcio vencedor João Relvas/Lusa (arquivo)

O PÚBLICO noticia hoje que a Procuradoria-Geral da República está a investigar quatro das cinco empresas que integram o consórcio vencedor do concurso para a criação do Siresp, o sistema que liga as comunicações de emergência das forças de segurança.

"Não sei nem nunca soube de nada. Nem era suposto saber", disse à Lusa Dias Loureiro, a propósito das investigações à Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e às empresas Motorola, Esegur e Datacomp. A única empresa que faz parte do consórcio que ficou de fora das buscas foi a PT Venture.

O antigo ministro da Administração Interna explicou que é presidente de uma empresa de componentes automóveis, detida em 50 por cento pela SLN.

Fonte do secretariado da administração da Datacomp disse à Lusa que a empresa "não faz comentários às notícias do PÚBLICO e Diário de Notícias". Uma fonte do secretariado da administração da Esegur declarou que "não vai haver comentários" ao assunto.

As buscas às quatro empresas foram realizadas na quinta-feira passada pela Polícia Judiciária, ordenadas pelo procurador-geral adjunto Azevedo Maia, e tiveram como objectivo apurar se houve ou não tráfico de influências e acesso indevido a informação privilegiada.

A assinatura da adjudicação deste concurso foi feita pelos ex-ministros da Administração Interna e das Finanças Daniel Sanches e Bagão Félix, três dias após as eleições legislativas de 2005, quando o executivo do anterior primeiro-ministro Santana Lopes se encontrava em gestão corrente.

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