Troço já está aberto ao tráfego

Viseu: sublanço da A24 entre Fail e Moselos inaugurado hoje

O troço tem uma extensão de 5,8 quilómetros e permite a ligação entre a A24/IP3 e a A25
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O troço tem uma extensão de 5,8 quilómetros e permite a ligação entre a A24/IP3 e a A25 Adriano Miranda/PÚBLICO (arquivo)

O sublanço da A24 entre Fail e Moselos, em Viseu, é inaugurado hoje, às 18h00, pelo secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos.

Esta via, com uma extensão de 5,8 quilómetros, permite ligar a A25 (em Fail, a sul da cidade) e a A24 (em Moselos, a norte), duas importantes ligações rodoviárias da rede nacional de auto-estradas.

Este troço entre Fail e Moselos, que se desenvolve exclusivamente no concelho de Viseu, está aberto ao tráfego desde o dia 29 de Setembro, tendo estado prevista a sua inauguração para o mesmo dia em que o primeiro-ministro presidiu à cerimónia de conclusão da A25, com a inauguração do lanço entre Boaldeia (Viseu) e Mangualde, no passado dia 30 de Setembro. No entanto, acabou por ser adiada para hoje.

Este troço representa um investimento de perto de 17.690.880 euros. De acordo com informação da Estradas de Portugal (EP), "não ficará integrado na Concessão SCUT das Beiras Litoral e Alta, uma vez que ficou estabelecido no contrato de concessão que a concessionária apenas teria de construir esse troço, não sendo da sua responsabilidade a conservação do mesmo". O contrato prevê que esta via teria de ser entregue à EP, no momento da sua abertura ao tráfego.

O troço da A24/IP3 tem duas passagens superiores e três inferiores e uma ponte sobre o rio Paiva, com uma extensão de 273 metros. No âmbito da sinalização, e para acautelar a segurança, foram colocados ao longo do troço seis mil metros quadrados de barreiras acústicas e 327.313 metros quadrados de taludes para protecção e integração paisagística.

À semelhança do que aconteceu com a A25, a A24 no concelho de Viseu também não tem sido pacífica. As marchas lentas da população de Calde tornaram-se recorrentes. Os moradores têm exigido um nó de acesso desta freguesia à auto-estrada, através da Estrada Nacional nº2. O último e quinto protesto decorreu em Agosto, mas o desagrado dos locais foi manifestado já em Junho do ano passado, durante a inauguração do sublanço da A24 entre Viseu e Castro Daire. Além do nó de acesso, Calde reivindica "a reposição dos caminhos agrícolas e linhas de água, que acabaram por ficar destruídos com a passagem desta via, e o pagamento das indemnizações pelos terrenos expropriados".

Ligação a Coimbra por auto-estrada em estudo

Depois da inauguração deste sublanço da A24 entre Fail e Moselos, o concelho de Viseu passa a estar servido por duas auto-estradas, ficando a faltar uma ligação a Coimbra, que, nos últimos anos, tem sido muito reclamada pelos autarcas. Na inauguração do troço da A25, entre Boaldeia e Mangualde, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, explicou que a ligação por auto-estrada entre as duas cidades está "em fase de estudo".

O governante referiu-se ainda a outros investimentos rodoviários previstos para a Região Centro do país, adiantando que a construção do IC2 entre Coimbra e Oliveira de Azeméis está em fase de estudo prévio e a concessão do Douro Litoral, que prevê a continuação do troço do IC2 até ao Porto, deverá ser adjudicada em 2007. Já a continuação do IC12, entre Mangualde e Santa Comba Dão, está em fase de elaboração do projecto de execução e o IP2 entre Celorico da Beira e Macedo de Cavaleiros em fase de projecto. A conclusão da A24, que liga Viseu a Chaves, está prevista para o próximo ano.