Troço da A25 entre Mangualde e Guarda inaugura no sábado

Últimos troços (Baldeia/Viseu/Mangualde) devem abrir à circulação em finais de Setembro

O troço da A25 entre Mangualde e a Guarda, num total de 58 quilómetros, abre ao trânsito no próximo sábado, às 15h00. A cerimónia conta com a presença do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino.
O investimento neste troço ultrapassa os 216 milhões de euros, sendo que o investimento previsto para toda a concessão é de cerca de 704 milhões. O novo lanço inclui oito nós de ligação, 12 pontes e viadutos, 34 restabelecimentos de estradas nacionais e municipais, 18 passagens superiores e 16 passagens inferiores.
Estes 58 quilómetros estão ainda dotados de sistemas de classificação e contagem de tráfego, painéis de mensagens variáveis para os utentes, câmaras de vídeo vigilância e postos SOS.
A construção da A25 arrancou em Julho de 2003 e já se encontram em serviço os lanços entre o nó de Albergaria-a-Velha da A1 e o IC2 (cinco quilómetros), o lanço entre a Guarda (IP2) e Vilar Formoso (EN 332), que perfaz 34 quilómetros e mais recentemente o lanço entre o IC2 e Viseu (46 quilómetros).
Dos 172,2 quilómetros da A25, do grupo AENOR, fica a faltar abrir ao trânsito dois lanços, um entre Boaldeia - Viseu (21 quilómetros) e Viseu - Mangualde (nove quilómetros), que deverão ser abertos à circulação rodoviária no final de Setembro.
Este último é o que integra a polémica curva em forma de cotovelo, conhecida como "bossa de camelo", alvo já de uma providência cautelar apresentada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu pela Associação de Cidadãos Automobilizados, que tenta impedir a abertura ao trânsito do troço entre a EN 2 e o nó do Caçador.
Apesar da Estradas de Portugal e a concessionária da A25 argumentarem que este troço é apenas provisório, a ACAM considera que "está a ser construído um ponto negro em termos de sinistralidade".
A recente abertura ao trânsito do troço da A25 entre Oliveira de Frades e Boaldeia está na origem de "uma efectiva redução em termos de danos provocados pelos acidentes rodoviários". De acordo com a Comissão Distrital de Segurança Rodoviária, nos 18 acidentes registados neste troço durante o primeiro semestre deste ano não houve qualquer morte, apenas um ferido grave e 11 ligeiros. Já no IP5, no troço entre Boaldeia e Fornos de Algodres hove 29 acidentes, dos quais resultaram dois mortos, 2 feridos graves e 20 ligeiros. O número de acidentes no distrito de Viseu no primeiro semestre do ano diminuiu comparativamente ao período homólogo do ano passado, cifrando-se em 2467 acidentes, de que resultaram 22 mortos, 60 feridos graves e 844 ligeiros.