Solistas no palco, mas também na plateia, do Rivoli

Nova criação de Né Barros, uma interrogação sobre os limites físicos
e as barreiras psicológicas da dança, estreia-se hoje

Não é uma peça que caiba dentro dos limites (nem do limite físico do palco, tal como tem sido entendido pelas artes performativas, nem da barreira psicológica que separa a dança do discurso sobre a dança), é precisamente uma peça sobre limites (e também sobre insufláveis). Solistas, a nova criação da coreógrafa Né Barros que hoje se estreia no grande auditório do Rivoli, no Porto, está nessa tensão entre um DJ (Nuno Coelho) e seis bailarinos, entre o palco e a plateia, entre a dança e a performance, mas sobretudo entre o que é próprio do indivíduo e o que é próprio do colectivo. É, de resto, esse o programa coreográfico de Solistas: "Quando comecei a experimentar, percebi que estava sobretudo a trabalhar relações de ausência e de presença dentro do grupo. Mesmo num contexto coral, há sempre