Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro avança em Lisboa

A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro (CTMAD) de Lisboa prepara-se para uma nova etapa no ano em que comemora o seu centésimo aniversário. A casa, fundada em 1905, tem agora mais um motivo para festejar: na sexta-feira foi lançada a primeira pedra para a construção da nova sede.Nuno Aires, presidente da CTMAD lisboeta, explicou que a casa procura manter vivas as raízes do regionalismo. Num mundo cada vez mais globalizado, "o regionalismo é necessário e esta casa é um espaço de vida social e cultural, de afectos", referiu Nuno Aires. Em 1905, um grupo de transmontanos criou em Lisboa uma associação de nome Club Transmontano, com a intenção de promover a união dos esforços de todos os seus sócios. A motivação era erigir um centro que velasse pelos interesses daquela província e desenvolvesse o progresso moral, material e económico dos seus membros. A actual CTMAD, designação da década de 1960, é herdeira desse legado. Com cerca de quatro mil associados, a CTMAD procura atenuar a saudade, o isolamento e a distância que a diáspora dos povos do interior para as grandes cidades "provocou nos cerca de 500 mil transmontanos e durienses, de primeira e segunda gerações, que vivem na Área Metropolitana de Lisboa", explicou Nuno Aires.
A CTMAD olha para a frente com os pés firmes na secular existência e o espírito virado para a nova casa e para as inúmeras possibilidades que esse espaço vai proporcionar. O complexo da nova sede vai ser edificado num terreno cedido pela Câmara de Lisboa, situado na Avenida da Índia, em Belém. O projecto contempla, entre outros equipamentos, a construção de um auditório, um restaurante, uma sala polivalente e um parque de estacionamento. Isabel Peixinhos Caia