Investimento de 150 milhões de euros

Sócrates anuncia linha de comboio electrificada até à Guarda em 2007

Sócrates disse que a Refer foi já instruída pelo ministro Mário Lino, no sentido de pôr a concurso e adjudicar os trabalhos
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Sócrates disse que a Refer foi já instruída pelo ministro Mário Lino, no sentido de pôr a concurso e adjudicar os trabalhos António José/Lusa

O primeiro-ministro anunciou hoje a conclusão em 2007 da electrificação do eixo ferroviário entre Castelo Branco e a Guarda, um investimento de 150 milhões de euros que "significa que o Estado não virou as costas ao interior".

Sócrates falava na viagem inaugural, que começou pouco depois das 08h00 em Santa Apolónia, e que terminou na estação ferroviária de Castelo Branco.

A intervenção na linha da Beira Baixa hoje inaugurada - troço de 78 quilómetros, entre Mouriscas e Castelo Branco - permitirá reduzir em cerca de 20 minutos a viagem entre Lisboa e Castelo Branco e reduzir os custos de conservação e manutenção. Além da electrificação da linha, a modernização envolveu a supressão de 48 das 57 passagens de nível existentes, a remodelação de estações e a instalação de tecnologia de sinalização e comunicação.

José Sócrates adiantou que a Refer foi já instruída pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, "no sentido de pôr a concurso e adjudicar" os trabalhos. "Temos dois anos e meio para fazer esta modernização e para que a linha da Beira Baixa possa dar o seu contributo para o conjunto ferroviário nacional", disse.

As obras hoje inauguradas (orçadas em 75 milhões de euros e iniciadas em finais de 2001) permitiram contrariar a gradual "secundarização" deste eixo ferroviário, que iria conduzir ao seu "desaparecimento", disse.

Sócrates aproveitou para reiterar a aposta do Governo na ferrovia de alta velocidade (TGV) e nas duas "linhas prioritárias definidas" (Lisboa-Madrid e Lisboa-Porto-Vigo), definindo-o como "um projecto absolutamente crítico" para o país.

"Vamos tomar as decisões para que seja claro o traçado, o financiamento e o calendário para a conclusão das obras. Portugal não pode ficar de fora da alta velocidade europeia. Isso seria acentuar a nossa situação periférica. Não podemos cometer esse erro estratégico", advogou.