Comentário à margem da campanha eleitoral

Sócrates nega envolvimento no caso Freeport e lamenta "guerra suja"

Sócrates reitera que a acusação "não passa de uma difamação"
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Sócrates reitera que a acusação "não passa de uma difamação" Paulo Carriço/Lusa

O líder do PS, José Sócrates, voltou hoje a negar qualquer envolvimento no processo que levou à viabilização do empreendimento denominado Freeport, em Alcochete, classificando as notícias a esse respeito como "um insulto feito em plena campanha eleitoral".

"O PS não se deixa intimidar. Estas campanhas negras, estas guerras sujas em campanha eleitoral não me amedrontam, não me desviam do caminho que tracei, nem me levam a alterar a linha de campanha eleitoral", afirmou Sócrates, à margem de uma acção de campanha na Universidade do Minho, em Guimarães.

Reagindo à notícia de hoje do semanário "O Independente", segundo a qual um inquérito da Polícia Judiciária "levanta a suspeita de, em 2002, o então ministro do Ambiente ter alterado a Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, tendo como contrapartida o financiamento das campanhas eleitorais do PS", Sócrates negou peremptoriamente que tal tenha sucedido.

"Estas invenções são verdadeiras infâmias para o PS. Isso nunca aconteceu e nunca acontecerá no PS. Isso não passa de uma difamação", garantiu o secretário-geral socialista.

Já na noite de ontem Sócrates afirmara que era "totalmente alheio" ao processo de licenciamento do Freeport, num comunicado divulgado pelo seu gabinete de imprensa após ter sido noticiado que a PJ apreendeu documentação relativa ao projecto do Outlet Freeport, em operações de busca realizadas quarta-feira no complexo e na câmara municipal de Alcochete, com um mandado de busca por suspeita de crimes de corrupção e participação económica em negócio.

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