Francisco Louçã não comenta "caso Freeport"

BE critica que Governo de gestão tenha alterado plano de protecção do Tejo

Louçã sublinha a necessidade de combater o que chama de "triângulo dos interesses e do facilitismo"
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Louçã sublinha a necessidade de combater o que chama de "triângulo dos interesses e do facilitismo" António Cotrim/Lusa

O dirigente do Bloco de Esquerda Francisco Louçã considerou hoje "inadmissível" que um Governo de gestão tenha alterado, "com implicações a longo prazo", o plano de protecção do estuário do Tejo, recusando-se, porém, a comentar directamente o "caso Freeport" de Alcochete.

O jornal PÚBLICO adianta hoje que as decisões de viabilizar o complexo lúdico-comercial Freeport de Alcochete e de aprovar a alteração dos limites da Zona Especial de Protecção do Estuário do Tejo foram tomadas quando José Sócrates era ministro do Ambiente, a 14 de Março de 2002, três dias antes das eleições legislativas em que o PS perdeu.

Francisco Louçã recusou-se a comentar directamente o alegado envolvimento de Sócrates no processo, alegando não o conhecer em pormenor, mas não deixou de lembrar que há meses sublinha a necessidade de combater o que chama de "triângulo dos interesses e do facilitismo", envolvendo poder político, clubes de futebol e empresas de construção civil.

"Neste caso não há um dos vértices do triângulo, os clubes de futebol", acrescentou o dirigente bloquista.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) esclareceu já hoje que, até ao momento, não existe nenhuma suspeita de ilícito criminal por parte do líder do PS, José Sócrates, em relação ao "caso Freeport". Também a Polícia Judiciária avançou que, "por ora", não existem "indícios que apontem como arguido qualquer líder partidário" no âmbito do mesmo caso.

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