Para a cerimónia foram convidadas 70 personalidades

Armando Guebuza toma hoje posse como Presidente de Moçambique

Nestas eleições em que apenas 36 por cento dos eleitores foram votar, a Frelimo e o seu candidato presidencial conquistaram o melhor resultado de sempre
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Nestas eleições em que apenas 36 por cento dos eleitores foram votar, a Frelimo e o seu candidato presidencial conquistaram o melhor resultado de sempre Manuel Roberto/PÚBLICO (arquivo)

Quando esta manhã o vencedor das eleições de Dezembro em Moçambique, Armando Guebuza, tomar posse, Joaquim Chissano abandona formalmente a Presidência, que ocupava desde que em 1986 sucedeu a Samora Machel. Um dos seus últimos actos como chefe de Estado foi a investidura da nova Assembleia, na passada segunda-feira.

Para a cerimónia de hoje estão confirmadas as presenças dos presidentes da África do Sul, Thabo Mbeki, e do Zimbabwe, Robert Mugabe, segundo a Lusa.

Também os chefes de Estado de Cabo Verde, Pedro Pires; de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes; e de Portugal, Jorge Sampaio, que se faz acompanhar pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, António Monteiro, participarão numa cerimónia oficial à qual se seguirão festividades na Praça da Independência, em Maputo, num dia em que foi concedida tolerância de ponto.

Entre as 70 personalidades convidadas, estavam ainda por confirmar as presenças do secretário-geral da ONU, Kofi Annan; do antigo Presidente sul-africano Nelson Mandela; e do Presidente interino da Guiné-Bissau, Henrique Rosa. Angola e Timor-Leste vão estar representados pelos primeiros-ministros Fernando Dias dos Santos "Nandó" e Mari Alkatiri e o Brasil pelo vice-presidente José Alencar.

O candidato da Renamo-União Eleitoral, Afonso Dhlakama não estará presente, por "não reconhecer Armando Guebuza como chefe de Estado", afirmou o seu porta-voz.

Nestas eleições, em que apenas 36 por cento dos eleitores foram votar, a Frelimo e o seu candidato presidencial conquistaram o melhor resultado de sempre. Pela primeira vez, em Moçambique, observadores internacionais não reconheceram o voto como justo e transparente em todos os pontos do país.