Maria Antónia Palla mandatária de João Soares

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João Soares terá achado que as Mulheres Socialistas pedem pouco Miguel Ribeiro Fernandes/Lusa

Enquanto jornalista da RTP foi protagonista de uma polémica, nos princípios dos anos 80, à volta de uma reportagem sobre o aborto, denominada "O crime está na lei". Foi processada por "ofensa à moral pública e incitamento ao crime" acabando por ser absolvida.

Maria António Palla faz parte da direcção das Mulheres Socialistas, órgão representativo no PS. Foi mandatária da actual presidente, Sónia Fertuzinhos, que anunciou já que não apoiaria nem pessoalmente, nem em nome da organização, nenhuma das candidaturas.

Na sexta-feira, João Soares divulgou o seu compromisso perante a organização das Mulheres Socialistas. O candidato tornou público na sua página pessoal na "Internet" a sua disponibilidade para cumprir as reivindicações expressas. "Por mim está assumido. No essencial até já tinha sido assumido, em público, por iniciativa própria, muito antes desta carta das Mulheres Socialistas. Confesso aliás que me pareceu pouco o que reivindicam. É preciso ir mais longe. Por mim irei", promete o candidato.

As mulheres socialistas escreveram aos três candidatos uma carta solicitando um compromisso em áreas consideradas determinantes para esta organização.

A escolha de Maria Antónia Palla pela candidatura "Vamos a isto juntos" prende-se com a aposta, assumida por João Soares, na paridade. A intenção do candidato é apresentar o mesmo número de mandatários de ambos os sexos, com o compromisso de aplicar o mesmo critério no Governo, caso chegue a primeiro-ministro.

A aposta de João Soares não se limita, contudo, às mulheres. O ex-autarca não esconde a sua afinidade por outra organização socialista, a Juventude Socialista. O candidato já reconheceu identificar-se "muito com a actual liderança da JS" tendo afirmado já que lhes reserva um papel "em tudo o que tem a ver com a renovação dos quadros do partido", dando como exemplo a contribuição que estes podem dar nas autarquias.