Portugal vai repor fronteiras durante Rock in Rio e Euro 2004

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As forças de segurança e os serviços de informações no terreno perfazem mais de 20 mil homens André Kosters/Lusa

Esta foi a principal novidade revelada hoje pelo ministro aos deputados, que foram informados sobre algumas medidas entretanto tomadas de reforço da segurança em Portugal, na sequência dos atentados terroristas de 11 de Março em Madrid, que mataram 201 pessoas e feriram mais de 1500.

Para além da suspensão do acordo de Shengen, que tem como resultado a reposição do controlo nas fronteiras de todas as pessoas e bens que entrem no país, o ministro enumerou algumas decisões que já se encontram em prática na área da segurança, que passam pela maior visibilidade das forças de segurança, pelo acréscimo de coordenação entre as forças e os serviços de segurança e de informações e pela cooperação internacional.

Figueiredo Lopes anunciou o reforço do patrulhamento em áreas que considerou sensíveis, tais como os transportes públicos, infra-estruturas viárias, sistemas de comunicações, portos e aeroportos, num total de mais de 20 mil homens.

A Unidade de Coordenação Antiterrorista (Ucat), que integra representantes da GNR, PJ, PSP, SEF, SIS e do SIEDM reúne-se diariamente e produz um relatório sobre a situação de segurança do qual o primeiro-ministro toma conhecimento.

Há outras operações na rectaguarda que estão a ser elaboradas, mas que pela sua sensibilidade "não as posso divulgar", acrescentou o ministro, que repetiu as declarações de ontem do primeiro-ministro, ao afirmar que os serviços de informação e de segurança não têm conhecimento de "ameaças credíveis contra Portugal".

"Ninguém pode garantir em absoluto que Portugal pode estar imune ao terrorismo. Mas não há qualquer informação que conduza a ameaças credíveis contra Portugal", acentuou Figueiredo Lopes.

Aos portugueses, o ministro pediu que estejam "serenos mas vigilantes" e assegurou que não há razões para alarme.

A prevenção e o combate ao terrorismo está hoje no centro das preocupações do Governo, comunicou o ministro aos deputados.

Na sexta-feira, os ministros da Administração Interna da União Europeia reúnem-se em Bruxelas para decidir medidas para combater o terrorismo, com o objectivo de melhorar a cooperação entre os diversos países e entre estes e as Nações Unidas.