Fábrica do Rato em exposição no Museu do Azulejo

Muitos dos exemplares de faiança portuguesa mais singulares que hoje se encontram nos antiquários saíram da Real Fábrica do Rato. Bustos de imperadores, deusas transformadas em fontes e magníficos painéis de azulejos representado figuras bíblicas ou episódios bucólicos fazem parte de um vasto conjunto de peças produzido por esta fábrica fundada pelo Marquês de Pombal, em 1767. Mas a louça do Rato não foi simplesmente um dos marcos da política industrial do polémico ministro de D. José I. A exposição "Real Fábrica de Louça do Rato", patente no Museu Nacional do Azulejo (MNA) até Setembro, conta ao público a história conturbada de uma fábrica responsável pela formação de gerações de mestres pintores e pela alteração de alguns dos hábitos alimentares da burguesia e aristocracia portuguesas do século XVIII. Com a generalização dos seus cobiçados serviços de mesa, muita coisa mudou nos salões da