Julgamento de ex-director da Philips arranca em Amesterdão

Cor Boonstra, muitas vezes referido nos media como “Don Corleone”, é acusado de ter usado informação privilegiada para a compra e venda de acções da produtora de televisão Endemol e da distribuidora alimentar Ahold.

O advogado de Boonstra, Joost Italianer, afirmou a inocência do seu cliente no que diz respeito à acusação referente à Endemol e relembrou que o arguido já admitiu ter errado no caso da Ahold por “descuido”.

Boonstra, 65 anos, não vai comparecer em tribunal, segundo o advogado, e incorre numa pena de prisão máxima de dois anos e meio.

Boonstra comprou acções da Endemol no valor de milhões de euros em Março de 2000, pouco antes de a companhia ter sido comprada pela espanhola Telefonica. O lucro que obteve, em menos de um mês, foi de 200 mil euros. É sabido que na altura dos acontecimentos, a namorada de Boonstra, a empresária Sylvia Toth, ocupava um lugar no conselho de administração da Endemol.

Meses mais tarde, Boonstra vendeu os papéis que detinha da Ahold, no valor de 318 mil euros, pouco antes de a distribuidora ter publicado os seus resultados trimestrais. A transacção ocorreu durante o período em que é vedada a negociação de acções aos membros do conselho de administração da empresa, como era o caso do empresário.