"Tremendas consequências" de um conflito armado

Papa João Paulo II apela ao Iraque para cooperar e evitar a guerra

O Papa apelou aos líderes iraquianos para fazerem do destino do seu povo uma prioridade
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O Papa apelou aos líderes iraquianos para fazerem do destino do seu povo uma prioridade Maurizio Brambatti/ANSA

O Papa João Paulo II fez hoje um forte apelo ao Iraque para cooperar e assim evitar uma guerra, alertando para as "tremendas consequências" de um conflito armado.

"Os líderes políticos em Bagdad têm o dever urgente de colaborar totalmente com a comunidade internacional e assim eliminar qualquer motivo para um ataque militar", disse o Papa na sua oração do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano. Ainda dirigindo-se aos líderes iraquianos, João Paulo II apelou: "O destino do vosso povo deve ser sempre a vossa prioridade".

"Também gostaria de lembrar os países membros das Nações Unidas, especialmente aqueles que fazem parte do Conselho de Segurança, que o uso da força representa apenas um último recurso", acrescentou o Sumo Pontífice.

"Tendo em conta as tremendas consequências de uma guerra para o povo iraquiano, digo que ainda há tempo para negociar, ainda há tempo para a paz", disse.

Por ter sobrevivido à Segunda Guerra Mundial, João Paulo II afirmou ter o dever de dizer ao mundo: "Guerra, nunca mais".

O líder dos mil milhões de católicos no mundo, com 82 anos, tem-se empenhado numa vigorosa campanha diplomática contra o eventual ataque ao Iraque, destacando-se como uma das vozes mais importantes que se têm levantado contra a guerra.

João Paulo II reuniu-se com os primeiro-ministros britânico e espanhol, com o primeiro-ministro iraquiano Tareq Aziz e com o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan.