“Cometi um erro terrível”

Michael Jackson pendura bebé à varanda de um quarto andar

Michael Jackon agitou o bebé no ar num quarto andar
Foto
Michael Jackon agitou o bebé no ar num quarto andar AP

Ontem, Michael Jackson deixou perplexas centenas de fãs que se encontravam em frente ao Adlon Hotel de Berlim, onde estava alojado, quando pegou num bebé e o agitou no ar, na varanda de um quarto andar. O cantor já se arrependeu do incidente.

De acordo com a Associated Press (AP), Jackson dirigiu-se à varanda com a criança nos braços para acenar à multidão, que esperava ter um vislumbre do recatado ídolo. Mas em vez de aplaudirem, os fãs ficaram de boca aberta quando o cantor segurou o bebé no ar com apenas uma mão, durante alguns segundos. A criança, visivelmente agitada, tinha uma toalha a cobrir-lhe a cabeça.

As imagens correram os noticiários alemães e desencadearam críticas um pouco por todo o mundo. Michael Jackson arrependeu-se na mesma noite e fez saber, através de um comunicado, que apenas queria mostrar aos seus fãs o terceiro e mais novo dos seus filhos, Prince Michael II. “Cometi um erro terrível. Deixei-me levar pela emoção do momento. Mas nunca poria intencionalmente em risco a segurança dos meus filhos”.

Segundo a AP, uma fonte ligada ao cantor assegurou tratar-se realmente do filho de Jackson. São poucas as informações sobre Prince Michael II. Em Agosto, a revista “People” dizia que o bebé tinha seis meses de idade e que não tinha sido adoptado, apesar de não ser conhecida a identidade da mãe. Jackson é pai de mais duas crianças: um rapaz de cinco anos chamado Prince Michael e uma menina de quatro chamada Paris. Ambos nasceram do casamento com Debbie Rowe, que terminou em divórcio em 1999.

Este é o segundo incidente na última semana a chamar a atenção para a conduta de Michael Jackson. Já na passada quarta-feira o cantor tinha sido notícia quando compareceu no tribunal de Santa Mónica (EUA) para testemunhar pelo segundo dia consecutivo num processo de 21 milhões de euros instaurado contra ele por quebra de contrato para a realização de dois concertos. Depois de um atraso de cerca de quatro horas, Michael Jackson explicou ao juiz que nunca lidou com questões de dinheiro, incluindo contratos não realizados, porque sempre concentrou todo o seu tempo e energia a ser “um visionário”. Quem estava no tribunal testemunhou de perto a estranha fisionomia que o rosto do cantor adquiriu ao longo destes últimos anos e também o tom anestesiado com que Jackson ia lentamente falando, como se estivesse sob o efeito de sedativos.