Polémica em torno da Lei de Programação Militar

PSD expressa solidariedade a Marcelo Rebelo de Sousa

Grupo parlamentar do PSD vai pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva da LPM
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Grupo parlamentar do PSD vai pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva da LPM António Cotrim/Lusa

O grupo parlamentar do PSD repudiou hoje os "ataques" de que tem sido alvo o antigo presidente do partido Marcelo Rebelo de Sousa, a propósito da polémica viabilização e promulgação da Lei de Programação Militar (LPM).

Os sociais-democratas criticaram a carta que Almeida Santos enviou ao ex-conselheiro de Estado, bem como a própria natureza da conferência de líderes - na qual ficou decidido o envio da referida missiva -, local onde, segundo os dirigentes laranja, não devem ser discutidas questões políticas.O apoio às posições de Marcelo Rebelo de Sousa - que ao demitir-se do Conselho de Estado por o Presidente ter promulgado a lei declarou ter perdido "a confiança institucional na Assembleia da República" - contraria a informação de que o PSD teria na última conferência de líderes alinhado com as restantes bancadas no repúdio aos seus "ataques ao parlamento".
Sobre esta eventual contradição, a líder da bancada laranja, Manuela Ferreira Leite, remeteu os jornalistas para a carta que o presidente do parlamento, Almeida Santos, escreveu a Marcelo Rebelo de Sousa, declarando que na missiva ficou "sempre exceptuado o PSD".
A reunião acabou por ser integralmente preenchida com a discussão dos desenvolvimentos que se seguiram à forma como foi aprovada a LPM, tendo os deputados manifestado também "a sua total solidariedade com Durão Barroso", revelou Ferreira Leite, citada pela Lusa.
Os parlamentares sociais-democratas decidiram, ainda, pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva da LPM, reafirmando "a posição de acelerar a reforma do Parlamento e, caso o PS continue a obstruir os trabalhos, avançar até ao final do ano com o agendamento potestativo".